A s contas circulantes da empresa, activo e passivo circulantes, fazem parte da administração do capital de giro e do ponto de vista de gestão estes servem de barómetro de controlo das operações diárias. Portanto, o objectivo da gestão deste capital é administrar as contas circulantes, para que possa garantir um nível aceitável de capital circulante líquido.
É interessante ressaltar que toda empresa deve manter um mínimo possível deste, pois os activos circulantes tem que ser capaz de cobrir os passivos e, é claro com alguma margem de segurança, para que o ciclo e fluxo de caixa possam merecer dos administradores financeiros das empresas um rigoroso controlo dos objectivos traçados sejam alcançados no tempo esperado de retorno dos lucros do investimento inicial.
Os ativos circulantes que tem mais destaque são: caixa, os títulos negociáveis, duplicados a receber e Stokcs. Cada um desses activos deve ser bem administrado para que se possa garantir a liquidez da empresa. Se tratando dos passivos circulantes, os mais importantes são os duplicados, os títulos a pagar e as despesas de provisionamento. É preciso que seja bem administrado para garantir que cada uma das fontes de financiamento a curto prazo seja utilizada da melhor maneira possível.
A administração do capital de giro é a actividade mais conhecida da administração financeira. A maior parte do tempo do administrador financeiro é tomado pela administração do activos correntes. Nesta perspectiva, o capital constitui o recurso financeiro básico de qualquer empresa, e existem dois tipos de capital: o capital próprio – que é o capital que pertence aos proprietários ou accionistas da empresa (não-exigível) e o capital de terceiros – que são os empréstimos, acções preferenciais (exigibilidades da empresa). Sempre que algum accionista da empresa entra com algum capital, espera sempre ter um retorno, e corre um determinado risco.
O seu retorno significa um rendimento maior e risco é uma possibilidade de perda, existem dois tipos de riscos: econômico e financeiro. Risco económico é o risco inerente ao negócio da empresa e o risco financeiro é o risco de não obter remuneração do investimento.
Já o capital fixo é formado pelos activos imobilizados e o capital de giro pelos activos circulantes. O capital de giro pode ser bruto (activo circulante) ou líquido (activo circulante – passivo circulante). O que temos que ressaltar é que o capital de giro funciona no curto prazo. A administração do capital de giro tem que levar em conta três dilemas:
os activos devem ter uma liquidez compatível; o dilema entre liquidez e rentabilidade; a administração dos ativos circulantes. Os activos circulantes formam o capital da empresa que gira até transformar-se em dinheiro dentro do chamado ciclo de operações ou ciclo de caixa. O ciclo de caixa nada mais é do que o tempo que leva o capital que saiu do caixa leva para voltar ao caixa.

Previsão e controlo

O fluxo de caixa é o movimento de todas as entradas e saídas de recursos financeiros do caixa, ou seja, das origens de caixa, factores que aumentam o caixa da empresa e das aplicações de caixa que reduzem o caixa da empresa. O planeamento financeiro de curto prazo é denominado de planeamento de caixa ou orçamento de caixa, com este orçamento de caixa permite planear as necessidades de caixa a curto prazo, pois proporciona uma visão dos recebimentos e dos pagamentos previstos que ocorrerão durante um certo período de tempo.
Neste sentido, a administração deve trabalhar num nível óptimo de caixa para a empresa, como por exemplo, quando as entradas e saídas, liquidez alta, quando as entradas e saídas , liquidez baixa e reflectem a rentabilidade alta da empresa.
A administração do caixa requer alguns princípios básicos: retardar ao máximo o pagamento de duplidos a pagar; aproveitar ao máximo quaisquer desconto financeiro nos pagamentos; girar os Stocks com maior liquidez possível; obter as duplicados a receber no menor tempo possível. O fluxo de caixa é o termómetro do cotidiano da empresa, isto é, como esta está a se comportar quanto os pagamentos e os recebimentos das suas operações diárias.