Asensibilização das populações sobre as questões da administração e governação local, por meio das autarquias como uma oportunidade soberana de participar directamente na solução dos seus problemas levou o JE a conversar com especialistas para saber de que forma as empresas e particulares podem aproveitar esta oportunidade para a resolução das assimetrias regionais.

Quais são os principais benefícios da governação local do Estado?
A rápida identificação dos problemas das comunidades. Se se efectivar a descentralização de gestão financeira, espera-se que mais do que a identificação dos problemas, as soluções possam ser bem mais rapidamente implementadas.

Como as empresas devem aproveitar a descentralização da administração do Estado?
As empresas devem aproveitar por via da oferta de propostas de execução de empreitadas cuja cabimentação orçamental estará ao nível de aprovação local. Em bom rigor, com a descentralização da administração, muitos bens e serviços serão oferecidos preferencialmente por empresas locais. Mas por questões de eficiência, é expectável que empresas locais possam oferecer melhores propostas.

Estão os municípios preparados para as autarquias locais?
Penso que sim. Entendo que nem todos têm a mesma capacidade, assim como nem todas as nações africanas tiveram na altura das suas independências. Mas o direito a auto administração é parte crucial para a melhoria das condições de vida das pessoas.

Que reformas deve ainda o Estado fazer para que a administração local seja um sucesso?
Penso que a reforma legislativa para determinar os critérios que definem quem e como deverão ser eleitos os autarcas e as próprias autarquias são cruciais tal como o é a própria questão da autonimia administrativa e financeira.
Os pressupostos para a auto administração política, administrativa e financeira que podemos entender como poder antárctico são essencialmente os mesmos que caracterizam a autodeterminação dos povos que justificou as independências nacionais na segunda metade do Sec. XX.