O ministério angolano do Comércio e a Aliança Africana para o Comércio Electrónico (AACE) realizaram, esta semana em Luanda, um seminário para consciencialização da implementação do Guiché Único Electrónico. De acordo com informações avançadas no evento, trata-se de uma plataforma que será implementada no país no segundo semestre de 2019, com o objectivo de trazer benefícios à economia angolana, permitir a partilha de documentos entre os intervenientes do comércio externo, ganhar tempo, dinheiro e maior rapidez na execução de várias actividades. O encontro que durou dois dias, visou entre outros aspectos, a troca de ideias e a elaboração de um inventário para identificação de oportunidades para a execução do Guichet Único Electrónico. Na ocasião, o ministro do Comércio, Joffre Van-Dúnem, afirmou, que Angola é membro da Organização Mundial do Comércio (OMC) e no quadro dos compromissos assumidos para a implementação das medidas previstas no acordo sobre a facilitação do comércio no país, o Conselho de Ministros aprovou recentemente o Regulamento do Comité Nacional da Facilitação do Comércio, que influi um conjunto de componentes operacionais que em conjunto estabelecem as bases para um ambiente de gestão proactivo e o Guichet Único é uma das medidas a ser implementada. Joffre Van-Dúnem adiantou também que foi neste quadro que se constituiu o Comité Nacional da Facilitação do Comércio, que visa garantir a cooperação e a colaboração entre todas as agências de fronteira (AGET, Serviços Veterinários, Comércio , SME) bem como questões da cooperação aduaneira. Para o titular da pasta do Comércio, a implementação adequada das medidas previstas neste acordo permite melhorar de forma significativa o ambiente de negócios no país e incentivar novos investimentos que poderão criar novas oportunidades de emprego e consequentemente melhorar as condições de vida das nossas populações aliada ao Plano de Desenvolvimento Nacional 2018/2022. Segundo o coordenador do grupo técnico do comité para a facilitação do comércio, Lukonde Luansi, os procedimentos utilizados na importação de frescos, que passa pelos serviços veterinários, laboratórios e outras entidades são facilitados a partir da plataforma. “Com a adesão a esta plataforma, vai evitar-se a burocracia, porque este serviço dispõe de todos os documentos relacionados ao comércio internacional e partilhados por todas as autoridades competentes,” afirmou. Lukonde Luansi destacou que o Guiché Único faz parte do “acordo sobre facilitação do comércio” e permitirá a negociação a nível multilateral, onde os empresários angolanos terão facilidade no acesso aos mercados internacionais e liberdade de trânsito das mercadorias. Por sua vez, o representante da Aliança Africana para o comércio electrónico, Guilherme Mambo afirmou que a instituição tem levado a cabo uma série de seminários a nível de África para consciencializar os países a implementarem o Guichet único. Desta feita é o quarto seminário realizado de seis agendados pelo continente, tendo o primeiro acontecido na Libéria, Malawi, Namíbia e Angola respectivamente.