A manutenção de um ambiente harmonioso nos locais de trabalho passa pelo reforço da educação jurídica laboral das entidades empregadoras e dos trabalhadores, para que cada um conheça seus direitos e deveres.
A opinião é do jurista Paulo Chindele Cassinda, que dissertava o tema “A educação jurídica laboral”, durante um workshop dirigido a gestores de instituições públicas e privadas sobre o ambiente laboral, promovido pela Associação Nacional de Conferencistas e Amigos do Saber (ANALCAS).
Para o orador, é fundamental que se inculque no seio dos intervenientes no funcionamento das instituições a cultura de obediência e cumprimento das normas que regem a convivência laboral, para que haja um ambiente salutar.
No seu entender, os conflitos gerados entre os dois pólos dentro das instituições são, na maioria das vezes, motivados por desconhecimento das normas do direito do trabalho.
Por seu turno, o docente universitário Wilson Bento, que dissertou no workshop o tema “Liderança estratégica”, referiu que os desafios actuais do desenvolvimento do país clamam por mais líderes humildes, responsáveis e que sejam capazes de dirigir os seus funcionários para os objectivos desejados. Para o efeito, recomendou os responsáveis e gestores de instituições a cultivarem cada vez mais o carácter de liderança, no sentido de influenciarem positivamente os seus subordinados.
Já o presidente da Analcas, João Betico, aponta o excesso de egocentrismo humano e falta de competência nas instituições como principal causa dos conflitos no trabalho.