De acordo com Dolabela, a ideia causa grande fascínio ao seu criador. O apego à ideia impede a sua análise para que seja devidamente validada e frequentemente transforma-se na razão do insucesso. O distanciamento emocional é imprescindível ao jovem empreendedor.

Um dos maiores mitos a respeito de novas ideias de negócio é que elas devam ser únicas. O facto de uma ideia ser ou não única não importa. O que importa mesmo é que o empreendedor utilize a sua ideia, inédita ou não, de modo a transformá-la num produto ou serviço que faça a sua empresa crescer.
As oportunidades, geralmente são únicas, pois o empreendedor pode ficar vários anos sem observar e aproveitar uma oportunidade de desenvolver um novo produto, ganhar novo mercado e estabelecer uma parceria que o diferencie dos seus concorrentes.
A oportunidade tem algo de novo, é atractiva, atende a uma demanda dos clientes, está vinculada a um produto ou serviço que agrega valor ao seu consumidor.
A ideia pode transformar-se numa armadilha que leve o empreendedor ao fracasso, pois nasce de um estado de paixão.
É aconselhável que o empreendedor teste a sua ideia ou conceito de negócio junto a clientes em potencial, empreendedores mais experientes (conselheiros) e amigos próximos, evitando assim que a paixão pela ideia cegue a sua visão analítica do negócio. Além do mais, a ideia em si só, não vale nada. No empreendedorismo, o importante é saber desenvolvé-la, implementá-la e construir a partir dela um negócio de sucesso.
Existindo uma ideia que se julgue interessante e que pode transformar-se em negócio de sucesso, o empreendedor deve fazer a si mesmo e aos sócios as seguintes perguntas:
Quais são os clientes que comprarão o produto ou serviço da empresa?
Qual o tamanho actual do mercado ( em valor monetário) e em número de clientes?
O mercado está em crescimento, estável ou estagnado?
Quem são os concorrentes?
Não havendo resposta para essas perguntas básicas, com dados concretos, então estamos diante de apenas uma ideia e não uma oportunidade de mercado.
Outro factor que deve ser considerado é o timing da ideia. Principalmente em empresas de base tecnológica, o timing é crucial, pois a tecnologia evolui muito rapidamente, e com isso , o ciclo de vida dos produtos é cada vez mais curto, exigindo ainda maior inovação e agilidade das empresas para se manterem competitivas no mercado.