Pelo menos 129 metros cúbicos de madeira mussivi, que correspondem a um lote de dois camiões provenientes da província do Cuando Cubango, foram apreendidos, recentemente, na província do Huambo, pelos fiscais do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF).

A transportação da madeira não apresentava documentos autorizados para sua deslocalização de uma província para outra, segundo anunciou o director Nacional das Florestas, Domingos Nazaré, que trabalhou nesta cidade para radiografar a situação do sector.
Domingos Nazaré informou que, o Decreto Presidencial em causa orienta a cessação, em todo o território nacional, da exploração da madeira nativa, designadamente as espécies pau-ferro, mussivi, girassonde, pau-preto, entre outras.
O director Nacional das Florestas manifestou que o incumprimento da decisão, por parte dos operadores do sector florestal, levará à apreensão e confisco, à favor do Estado, do produto, dos meios e do equipamento utilizado na sua transportação, tal como aconteceu com o aprisionamento, a tempos atrás de quatro camiões que transportavam 160 metros cúbicos de madeira em touro.

Deliberação
Esclareceu que a deliberação, que entrou em vigor às 00h00 de 31 de Janeiro, determina que o incumprimento da lei levará, de igual modo, ao pagamento de multas e a não renovação da licença para a próxima campanha florestal, marcada para os meses de Junho a Outubro.
A fonte realçou por outro lado , que o IDF aguarda, neste momento, pela decisão do Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento Florestal sobre o destino da madeira apreendida, que era o porto do Lobito, na província de Benguela, para ser exportada.
A província do Huambo tem uma extensão territorial de 34.270 quilómetros quadrados, conta apenas com oito técnicos responsáveis pela fiscalização dos perímetros florestais, situação que facilita a exploração ilegal, por falta de capacidade de controlo de todas as áreas, numa altura em que o IDF prepara mais de 40 mil mudas de árvores para a replantação.