Sete empresas do sector empresarial público viram as suas contas aprovadas sem reservas pelo Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE) e 39 com reservas.
De acordo com os dados apresentados no fim do ano, em Luanda, onde constam informações das 50 empresas que têm a obrigação de apresentar contas por serem detidas 100 por cento pelo Estado angolano, das mais de 80 empresas existentes, quatro têm ainda as contas reprovadas.
Entre as empresas aprovadas sem reserva estão o Banco de Comércio e Indústria, S.A. (BCI), Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA), Caminho de Ferro de Benguela, E.P. (CFB), Empresa do Caminho de Ferro de Luanda, E.P. (CFL). Está ainda a Empresa Portuária do Lobito, E.P. (EPLOB), Empresa Nacional de Exploração de Aeroportos e Navegação Aérea, E.P. (ENANA) e a Recredit.
De acordo com o documento apresentado pelo administrador executivo do IGAPE, Akiules de Jesus Neto, quanto às 39 cujas contas aprovadas com reservas estão nove, da Energia e Águas, nove dos Transportes, quatro do sector financeiro (Banca e Seguros) e quatro do sector da Comunicação Social.
Entre as empresas estão igualmente três ligadas ao sector dos Recursos Minerais e Petróleos, onde consta a Sonangol, duas ligadas à Agricultura, duas de Telecomunicações, uma da Administração Pública, uma afecta ao Secretariado do Conselho de Ministros (Imprensa Nacional), uma do Comércio, uma da Defesa Nacional, uma ligada à Economia, uma das pescas e uma do Ordenamento do Território e Habitação.
Em resumo, as informações reportadas pelas empresas, com referência ao exercício 2018,relativamente à sua posição económica e financeira, dão conta que o Sector Empresarial Público agregou um activo total na ordem dos kz 23.893 mil milhões, representando um aumento de 61 por cento em relação ao ano anterior.
Os sectores dos Recursos Minerais e Petróleos, financeiro e de energia e águas absorvem cerca de 86 por cento do peso total dos activos.
Os passivos globais foram avaliados em kz 14.059 mil milhões e referem-se principalmente às obrigações presentes nas empresas dos sectores dos Recursos Minerais e Petróleos, financeiro, e de Energia e Águas, com um peso de 94 por cento do total.
Os capitais próprios globais foram avaliados em kz 9.834 mil milhões, tendo aumentado em 71 por cento face ao exercício anterior. As empresas dos sectores dos Recursos Minerais e Petróleos e da Economia representam cerca de 74 por cento do total.
Os resultados operacionais, no valor de kz 450 milhões, são superiores em 173 por cento face a período homólogo.
O resultado líquido global, no montante de kz 10 mil milhões, é dez vezes superior ao reportado no exercício 2017.
O valor global dos subsídios operacionais atribuídos às empresas pelo IGAPE ascende a kz 29.943 milhões, sendo que o sector da Comunicação Social tem um peso de 71 por cento.
Os valores dos subsídios a preços atribuídos às empresas públicas, pelo Estado, ascenderam a kz 24,882 milhões.