A correcta montagem do mix de produtos de uma empresa de varejo impacta directamente aspectos como logística, gestão de vendas, marketing e controlo de Stock. Muitas vezes, a escolha dos produtos e serviços que estam à disposição dos clientes se dá por meio do método de tentativa e erro, calcada num empirismo incompatível com as modernas práticas de gestão. Não basta apenas analisar os números absolutos de venda, mas também saber interpretar de forma adequada as informações.
A definição do mix de produtos leva em consideração diversos factores, tais como: o ramo de actividade, o tipo de produto ou serviço oferecido, o porte da empresa, o capital disponível, o perfil do mercado consumidor, a região atendida e a sazonalidade, entre outros. Montar um portfólio de itens que atenda às necessidades da clientela requer planeamento e faz parte do plano de negócios da empresa.
A diversificação deixou de ser uma opção em termos de estratégia e se transformou em necessidade de sobrevivência de um mercado caracterizado pela concorrência acirrada. Os produtos principais geram tráfego; os demais, renda. O mix de produtos não funciona apenas como atrativo para os clientes. Ele desempenha papel fundamental na compensação de possíveis perdas de rentabilidade. Mercadorias com maior saída muitas vezes são oferecidas com descontos. Essa redução na margem de lucro é contrabalançada com os ganhos em outros itens. Dessa forma, a empresa conquista o consumidor, elevando o valor do tíquete médio.
Quanto maior for a variedade de produtos disponíveis, mais fácil se torna para o empresário a avaliação da aceitação de lançamentos ou de novas marcas em seu portfólio. Por outro lado, uma oferta de produtos exagerada pode ocasionar grandes prejuízos com estoque parado e produtos perdidos ou danificado. Questões como preço, marca e quantidades adequadas ao potencial de venda da loja ajudam a definir qual a melhor estratégia para a montagem do mix.