O aumento das contribuições na Segurança Social, introduzido desde a última quarta-feira, sobre o salário líquido, ou seja, o salário de base acrescido aos subsídios foi considerada oportuno, no entanto peca face ao contexto económico em que nos encotramos. De acordo com o economista Sabino da Conceição, a aposta do Estado deve incidir na recuperação do poder de compra do cidadão, a contas com uma inflação galopante desde 2016, face à crise económica resultante do preço do barril de petróleo no mercado internacional. Por outro, reconheceu que os actuais descontos vão contribuir na estabilidade financeira dos reformados e mitigar o défice. Já o economista, José Joaquim Buidi, as políticas económicas do Estado acarretam medidas de compensação, daí o suposto reajuste do salário por um lado e a introdução de medidas como estas por outro. Nesta conformidade, o cidadão não vai sentir os efeitos do reajuste salarial anunciado tão-pouco do aumento dos descontos na pensão de reforma, mas que os resultados para os reformados são positivos e vai permitir capitalizar o estado, criando reservas e reduzir a pressão sobre o petróleo, razão pela qual se pode considerar, a medida acertada, concluiu. Dados postos a circular indicam que o salário que era pago a muitos pensionistas da Caixa de Segurança Social, com mais de 30 anos de trabalho, era desolador face à natureza dos diplomas que vigoraram até à entrada em funções de novos instrumentos jurídicos. Com a entrada em vigor deste novo diploma, para trás fica a política de descontos que incidiam apenas sobre o salário base penalizando o pensionista na hora de receber o subsídio de reforma, aliado a longas filas interminaveis no BPC. No entanto, o presidente da AIA, José Severino, olha para o diploma como oportunidade para instituir um regime de cobrança mais justo, no seu entender. Severino defende que os contribuintes com mais rendimento devem pagar mais, uma cobrança que ajuda as finanças públicas. No seu entender, o processo de capitalização a partir das contribuições vai diminuir a dependência do petróleo.