O comportamento do tecido empresarial no que respeita à actividade empresarial apresenta-se crescente com uma taxa de variação anual de 7,52 por cento.

O Índice de Produção Industrial (IPI) no país registou uma tendência de crescimento no II trimestre do ano em curso em relação ao trimestre homólogo de 2011, numa variação de 7 por cento.

Os bens intermédios foram os que tiveram maior crescimento, comparativamente com os bens de consumo e produtos de energia, que tiveram uma subida na ordem dos 8,3 por cento quando, comparados com o trimestre homólogo do ano 2011.

O número de pessoas ao serviço assim como as horas trabalhadas registaram também variações positivas de 4,6 e 20,7 por cento, respectivamente, em comparação com o trimestre homólogo do ano anterior.

Esses dados constam do inquérito à produção industrial realizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) a 428 estabelecimentos seleccionados a nível nacional, designadamente nas províncias de Luanda, Cabinda, Benguela, Huíla, Kwanza-Norte, Kwanza-Sul, Malanje, Uíje, Huambo e Namibe.

Dessas, a província de Luanda com 299 estabelecimentos representa 69,9 por cento do total da amostra. Os estabelecimentos incluídos têm principalmente 20 ou mais pessoas ao serviço e cobrem mais da metade de todos os empregados do sector industrial.

Entretanto, é de referir o facto de que a informação referente aos índices de volume de negócios e índices de preços industriais não foram introduzidos devido a uma percentagem elevada de omissão de informação por parte dos informantes.

Ficheiro empresarial

De acordo com os resultados do inquérito de actualização do Ficheiro de Unidades Empresariais de 2008 (FUE) e do Registo Geral de Empresas, o comportamento do tecido empresarial no país em termos de unidades registou uma tendência sempre crescente ao longo do período 2008-2011, com uma taxa de variação média anual, entre empresas em actividades de 7,52 por cento.

Assim, até ao final de 2011, foram inseridas no FUE 68.443 empresas. Deste número, 34.160 encontravam- -se já em actividade em 2011, contra 33.428 em 2010.

Do período de 2008 a 2011, continuou evidente a concentração da actividade económica empresarial em Angola.

Quanto à distribuição de empresas em actividade por províncias, as mais representativas foram as de Luanda, Benguela, Kwanza-Sul, Huíla, Cabinda, Huambo e Lunda-Sul, registando em 2011, 54,2 por cento, 9 por cento, 5,5 por cento, 4,5 por cento, 3,8 por cento, 3,3 por cento e 2,7 por cento, respectivamente.

Quanto à distribuição de empresas nos diferentes ramos de actividade, em 2011, os sectores do comércio, alojamento e restauração (hotéis e restaurantes), as indústrias transformadoras, as actividades imobiliárias e alugueres e a construção foram os mais destacados, com 52,4 por cento, 10,7 por cento, 7,9 por cento e 6,9 por cento respectivamente.

Outros sectores

No período em referência, a agricultura e a produção animal de carácter empresarial despontaram com uma participação em número de unidades equivalente a 4,2 por cento.

Mantém-se também a tendência para a concentração de empresas nos sectores institucionais das famílias e das sociedades não financeiras privadas nacionais, com 66,5 por cento e 32,5 por cento respectivamente.

Grande parte das empresas dos ramos de comércio classificadas estão localizadas nas províncias do litoral. Assim, de um universo de 60.678 empresas existentes no país, foram inquiridas 2.870 identificadas nas seguintes condições:

1. Empresas sem qualquer actualização desde o primeiro registo;

2. Empresas em situação de “aguarda início de actividade” ou “actividade suspensa” por um período superior a dois anos.

De realçar que esta é a quinta publicação do INE e resulta da compilação de dados do inquérito de actualização do FUE (IAFUE), do Inquérito Anual Harmonizado às Empresas (IAHE) referentes aos anos de 2009 e 2010 e de outros inquéritos económicos realizados pelo instituto.

Incluem-se também nesta publicação, os dados obtidos do Registo Geral de Empresas (RGE), realizado pelo INE em várias unidades do Serviço Integrado de Atendimento ao Cidadão (SIAC), Guiché Único da Empresa (GUE).

Ao contrário das anteriores edições, nesta, já não foram incluídas informações sobre os volumes de emprego e de negócios das empresas, passando a serem integradas em outra publicação que aborda especificamente a parte contabilística do mesmo universo de empresas.

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