Muito se tem falado sobre o Capital Intelectual e a Gestão do Conhecimento nas organizações. O diferencial competitivo num mercado extremamente rápido nas mudanças, é o conhecimento. Xavier (1998) deduz que “activos são vulneráveis ao ataque de todos os tipos de “predadores” – concorrência, crime, disputas legais”.
Entretanto, o capital intelectual é muito mais valioso e eficiente pelo facto de ser menos vulnerável às crises, pois acompanha o indivíduo onde quer que ele vá. Para Druker (1991), um visionário nas suas teorias, o conhecimento controla o emprego, as carreiras e consequentemente a subsistência das organizações. E isso inclui também aprender, pois numa sociedade altamente competitiva e tecnológica, o conhecimento se torna obsoleto com muito mais rapidez. Não se pode negligenciar com relação ao conhecimento dos indivíduos e muito menos no âmbito organizacional. O maior desafio está em transformar informação em conhecimento, tornando-o factor de competição para as organizações. Daí surge o conceito de inteligência competitiva nas organizações, tida como uma forma proactiva de captar e organizar informações relevantes sobre o comportamento da concorrência, mas também dos clientes e do mercado como um todo, analisando tendências e cenários, e permitindo um melhor processo de tomada de decisão num curto e longo prazos. Tyson (1988) define a Inteligência Competitiva no contexto empresarial, como um processo sistemático que transforma dados e informações dispersas em conhecimento estratégico. É o conhecimento da posição competitiva actual e os planos futuros dos concorrentes. É o conhecimento das forças que dirigem os mercados. É o conhecimento sobre os produtos e as tecnologias.
Pode-se então deduzir que possuir e/ou criar conhecimento se baseia num aproveitamento integrado das informações disponíveis e a forma como isso é feito torna a empresa diferenciada e competitiva. A Inteligência Competitiva deve então se transformar num processo organizacional que transformará as informações em inteligência. Tal processo deve se dar em quatro etapas: o planeamento e direcionamento, a colecta, a análise e a disseminação. Nesse sentido, conclui-se que quanto maior for o aproveitamento da inteligência nas organizações, mais competitiva se tornará a organização. Ou seja, é fundamental para a sustentabilidade da organização e seu crescimento, aprender a usar todas as informações disponíveis, externas, mas especialmente as internas, a seu favor. É preciso entender o capital intelectual do colaborador como um ponto a destacar e “explorá-lo” de forma inteligente.