O foco no crescimento, as pequenas e médias empresas devem apostar na internacionalização da sua actividade. Essa estratégia deve-se a consciência da necessidade de expandir as suas perspectivas tendo em vista o mercado regional, continental ou até mesmo internacional.
Inserir as pequenas e médias empresas no mercado internacional persegue três metas principais: facilitar a familiarização com as práticas financeiras e logísticas fora do país; reforça a qualidade do serviço prestado; e realiza a capacitação de agentes de comércio exterior para melhorar a competitividade da empresa.
Por maior que seja o seu mercado de actuação, este não é o suficiente para garantir o crescimento da actividade que pretende, nem a internacionalização que tenciona. Além disso, a inserção em cadeias mundiais de valor, a disponibilidade de informação e a facilidade de transportes são estímulos extras para a sua actividade que deve ser aproveitada.
O fenómeno de internacionalização das PME em qualquer parte do globo segue a tendência mundial de empresas que em período de cinco a dez anos de vida começam a se internacionalizar, conhecidas como bond globals.
O empresário desde o início tem perspectivas de se tornar global em curto espaço de tempo. Essa ideia deve estar patente em qualquer esfera da sua empresa.Embora a maioria das empresas o faça via exportações, crescem mais os investimentos em presença
em outros mercados.
As empresas que se internacionalizam são competentes em processos, operação e produção, atingindo patamar de produção em custos competitivos o suficiente para garantir espaço nos mercados externos, mas precisam de um perfil de multinacionais com alta capacidade de aprendizagem, habilidades em compreender as necessidades dos clientes locais e responder a elas. Não se trata de estabelecer um modelo pronto e reproduzi-lo, mas de se modificar com os conhecimentos adquiridos.

Estratégias colectivas
As barreiras da internacionalização variam desde a economia à cultura da região-alvo. Os obstáculos culturais, económicos, tributários e de homologação dos produtos estão associados à distância psíquica entre os países, cuja solução está no conhecimento profundo do mercado com o qual
se destinam a interagir.
A ideia principal da acção colectiva para a internacionalização surge diante da impotência, na maioria dos casos, da PME em superar essas barreiras e atingir os mercados internacionais de forma individual. Com o alinhamento de objectivos comuns em busca de mercados no exterior, as PME podem vencer os desafios em busca de ganhos colectivos. Uma estratégia de cooperação, compartilha riscos e investimentos entre as empresas envolvidas, pode favorecer o fortalecimento das PME que pretende entrar noutros mercados