A tendência para a crescente globalização da concorrência e dos mercados e o número cada vez mais vasto de sectores e de actividades fazem com que a internacionalização seja parte integrante das preocupações estratégicas das empresas hoje. Na nova envolvente internacional, elas são obrigadas a enfrentar novos desafios, porque esta já não é essencialmente uma questão de conquista de novos mercados, mas um desafio para a globalização das funções das organizações. Para que todo o mecanismo funcione eficazmente, é necessário preparar a internacionalização da empresa e definir claramente uma estratégia sustentável, onde as suas principais etapas passam por definir uma estratégia global.

Estratégia global
O historial internacional é um elemento determinante da estratégia de internacionalização, como parte dos três factores que a determinam, incluindo a experiência acumulada no estrangeiro, os sucessos e fracassos de tentativas passadas e a cultura de internacionalização. Além disso, esta deve estar relacionada com a tradição de abertura internacional, o interesse pelos mercados além--fronteiras e a expansão geográfica das redes de contactos e a personalidade das partes integrantes, onde consta a maior ou menor resistência à internacionalização por parte dos gestores, accionistas e empregados.

Ameaças internacionais
Este processo também tem muitas ameaças, entre as quais, a importância da montagem de um sistema de vigilância a nível internacional, de forma a poder eliminar à partida os espaços geográficos que não tenham potencial de expansão ou nos quais a concorrência já domine o mercado. É uma fase complexa, em que se deve fazer uma análise do ambiente concorrencial internacional, que incluirá a análise da atractividade da indústria, ou seja, a definição da dinâmica internacional do sector, das pressões externas causadas por regulamentares, tecnologias, grau de proteccionismo e da segmentação da indústria. É ainda necessário fazer-se a descrição da agressividade concorrencial, ameaça de novos concorrentes ou de produtos substitutos e o poder negocial dos fornecedores e dos clientes, a definição dos factores críticos de sucesso da indústria, que analisa estes factores, quer do ponto de vista da oferta, quer da procura nos mercados internacionais.
Barreiras à entrada
Existem sempre barreiras iniciais, que atendem os principais obstáculos com que se deparam na sua inserção nos mercados externos, como administrativas e legais, que obrigam, por exemplo, que as empresas se adaptem aos seus produtos, serviços e às regulamentações locais. A própria localização está condicionada pela concessão de licenças por parte da administração pública. Os regimes fiscais diferem de país para país, consoante o tipo de empresa e de actividade exercida, a heterogeneidade dos gostos e costumes locais. Os consumidores de diferentes países têm necessidades e comportamentos distintos, o que limita a oferta das empresas e aumenta os seus custos de adaptação dos produtos e serviços à nova envolvente.

Internacionalização
Uma vez diagnosticada a situação, é então delineada a estratégia e tomadas as três decisões mais importantes do processo, onde primeiro consta definir as prioridades, em termos de produtos e de actividades, os objectivos qualitativos e quantitativos a atingir e o horizonte temporal da estratégia de internacionalização, seleccionar as localizações possíveis, com prioridades geográficas para as quais a empresa orientará a comercialização e o fabrico dos seus produtos ou expandirá as suas funções de apoio e por último determinar as formas de abordagem adequadas, que incluem a tomada de decisões relativas às formas de entrada em cada uma das localizações alvo.

Vantagens
A estratégia de internacionalização articula-se em torno de cinco dimensões principais que convergem para os objectivos do crescimento da empresa e da poupança de custos à escala mundial. O fortalecimento da posição comercial permite maximizar o volume de vendas e beneficiar as economias de escala e de experiência, normalização de processos, que faz com que o produto seja igual no seu país de origem e em qualquer outro mercado, localização dos elementos da cadeia de valor, facilidade do posicionamento, onde a uniformidade das estratégias, de marketing e de produção aumenta a facilidade na definição deste, bem como a obtenção de sinergias, nomeadamente a nível da criação de parcerias internacionais, obtenção de licenças e aproveitamento de canais de distribuição internacionais, entre outros. Estes elementos são conseguidos através da grande interdependência e de uma maior cooperação entre as diversas localizações mundiais, que constituem desta forma as principais vantagens que traz este processo.