No sentido contábil, o inventário é a lista oriunda da contagem física das mercadorias e produtos que a empresa mantém nos seus armazéns. Inventariar é contar fisicamente as mercadorias que estão nos depósitos da empresa.
Dentro de uma organização, a realização de um inventário é feita para que seja possível obter um balanço real.
Quanto menos eficaz o sistema de controlo interno, mais importante será a execução de inventários físicos na data do Balanço. Empresas que têm bons controlos analíticos de stocks podem adoptar o sistema de contagem rotativa, isto é, contagem feita durante o ano, dando maior relevância aos bens mais importantes e conferindo uma frequência menor aos de pequena importância.
Uma madeireira, por exemplo, faz o seu inventário, no final do ano e conta todos os tipos de madeira que estão nos depósitos. Isso dá a dimensão quantitativa dos stocks. O passo seguinte é dar aos stocks a dimensão qualitativa, que consiste em definir que tipo de madeira a empresa dispõe e quanto vale. Interessa ao inventário, o custo dos diferentes tipos de madeira e o valor dos stocks, após as compras e vendas do período.
A rigor, a empresa pode inventariar qualquer bem que mantenha no seu património. Por exemplo, pode haver inventário dos bens imobilizados, de contas a pagar e a receber etc.
A forma de a empresa utilizar os inventários pode variar. O mais comum é a existência do inventário permanente e do inventário periódico.
Em muitos países a administração pública instituiu a obrigatoriedade do inventário, já que é uma prática importante na gestão de empresas, porque ajuda a definir os seus resultados, facilitando a administração fiscal.