O julgamento dos réus envolvidos no caso “Burla Tailandesa” teve início ontem de manhã, na 1ª Câmara Criminal do Tribunal Supremo, província de Luanda. Na sessão, o Ministério Público (MP) pediu a manutenção da prisão preventiva dos réus. De acordo com um dos representantes do MP, Adão Pedro, que interveio na primeira sessão de julgamento, o cheque de usd 50 mil milhões “não foi emitido pelo Banco das Filipinas”, sublinhando que mesmo assim os arguidos continuam a negar que pertence à instituição. O caso está a cargo dos juízes Domingos Mesquita, Daniel Modesto e Aurélio Simba. Do processo constam 10 réus e 38 declarantes. Neste processo, o destaque recai para a presença, na condição de arguido, do ex-director da extinta Unidade Técnica para Investimento Privado (UTIP), Norberto Garcia, mais outros nove cidadãos nacionais e estrangeiros. Todos são acusados de terem praticado crimes de falsificação de documentos, burla por defraudação, associação de malfeitores e branqueamento de capitais. O Banco BNI confirmou, em comunicado, no início desta semana, que o seu PCA, Mário Palhares, prestará depoimento no julgamento, mas na
qualidade de declarante.