Em 2006, quando ainda estudava na Universidade de Stanford, Kevin Systrom recebeu uma oferta de Mark Zuckerberg para trabalhar no Facebook. Ele negou a proposta para priorizar os estudos. Systrom mais tarde entraria para o Facebook, mas por sua própria conta. Em 2012, vendeu a sua rede de compartilhamento de fotos, o Instagram, para Zuckerberg por usd 1 bilhão, e ganhou usd 400 milhões graças às suas acções.
Em Setembro de 2018, ao lado do co-fundador do Instagram, Mike Krieger, Systrom, então CEO da rede que criou, anunciou a decisão de se afastar da companhia, devido a tensões com Zuckerberg, sobretudo pelo escândalo da Cambridge Analytica.
Nos seis anos de Facebook, Systrom foi fundamental para gerar receitas para a empresa com anúncios publicitários e popularização. a rede entre os mais jovens.

Em Outubro, o mundo corporativo perdeu uma das suas poucas grandes CEO, com a demissão de Indra Nooyi da Pepsico, após doze anos no cargo. Nooyi, de 63 anos, 24 dos quais dedicados à companhia, permanecerá como presidente até Fevereiro deste ano, quando concluir uma gestão responsável por reorientar a empresa de acordo com a busca da indústria alimentícia por produtos saudáveis.
No ano passado, sob a sua liderança, a Pepsico chegou a ter 50 por cento dos seus itens considerados bons para a saúde. Apesar das críticas de investidores, os resultados alcançados por Nooyi são positivos. Ela deixa a companhia com uma receita anual de usd 63,5 bilhões.

Matthias Müller assumiu a Volkswagen em 2015, escolhido para substituir Martin Winterkorn, defenestrado depois da descoberta de que a empresa tinha instalado um software nos seus veículos para enganar os testes de emissões de gases — um escândalo que envergonhou a conhecida fabricante alemã que custou mais de usd 15 bilhões em multas e indemnizações. Em meados deste ano, a companhia anunciou outra troca no comando: Müller daria lugar ao gerente de marca da VW, Herbert Diess.
Sob sua administração, que anteriormente pilotou a Porsche, a VW investiu no desenvolvimento de veículos eléctricos e tentou rever a sua estrutura de gestão. Müller contribuiu para que a montadora continuasse com o título de maior do mundo, e ainda com maior margem de lucro.
O executivo, de 64 anos, recebeu no ano passado usd 12 milhões e, em Março, pouco antes da dispensa, ganhou um aumento de 40 por cento do conselho da empresa.

Lloyd Blankfein anunciou a sua demissão no começo de 2018, depois de 12 anos à frente do Goldman Sachs. Blankfein foi substituído pelo presidente e director de operações da instituição financeira, David Solomon. Blankfein, de 64 anos de idade, já ocupou diversos cargos na empresa, incluindo o de vice-presidente, presidente e director de operações. Neste ano, ele ficou em 47° na lista da Forbes das Pessoas mais poderosas do Mundo.
Nos seus últimos dias na empresa, viu as acções caírem 33 por cento em comparação com os valores do ano passado, sobretudo pelo surgimento de uma controvérsia.

Depois de oito anos à frente de uma das maiores farmacêuticas do mundo, Ian Read anunciou que deixaria de ser CEO da Pfizer. Read, que tem 65 anos de idade, tem uma longa história na companhia: entrou em 1978 como auditor operacional e já foi director financeiro da Pfizer México, no Brasil, presidente do grupo “International Pharmaceuticals” e presidente do grupo “Worldwide Bio-pharmaceutical Business”.
Durante a sua jornada como CEO, buscou aquisições estrangeiras para levar a Pfizer a evitar penalidades fiscais. Não teve sucesso, perdendo negócios com a AstraZeneca, de antibióticos, e a Allergan, fabricante do Botox, e sendo difamado por políticos norte-americanos pelo esforço em mantê-las com a Pfizer.

Depois de oito anos à frente de uma das maiores farmacêuticas do mundo, Ian Read anunciou que deixaria de ser CEO da Pfizer. Read, que tem 65 anos de idade, tem uma longa história na companhia: entrou em 1978 como auditor operacional e já foi director financeiro da Pfizer México, no Brasil, presidente do grupo “International Pharmaceuticals” e presidente do grupo “Worldwide Bio-pharmaceutical Business”.
Durante a sua jornada como CEO, buscou aquisições estrangeiras para levar a Pfizer a evitar penalidades fiscais. Não teve sucesso, perdendo negócios com a AstraZeneca, de antibióticos, e a Allergan, fabricante do Botox, e sendo difamado por políticos norte-americanos pelo esforço em mantê-las com a Pfizer.

No último inverno, a indústria automobilística perdeu um verdadeiro gigante: Sergio Marchionne, CEO da Fiat-Chrysler, faleceu aos 66 anos de idade por complicações decorrentes de uma cirurgia no ombro. Os pontos altos da carreira de Marchionne incluem o ressurgimento da Fiat, ao lado da Chrysler.
Ele assumiu como chefe executivo da Fiat em 2004, e trabalhou duro para adquirir a Chrysler em 2009, praticamente de graça, já que a empresa tinha acabado de emergir da falência. Actualmente, as companhias têm uma mesma gestão e valem dez vezes mais do que antes.
O colaborador da Forbes Ed Garsten, que trabalhou com a Chrysler antes e depois da aquisição da empresa pela Marchionne, lembra-se da chegada de Marchionne à companhia. “Em meia-hora, com a sua voz grave e com sotaque, Marchionne entregou uma mensagem de esperança”.

O CEO da rede de televisão CBS, Les Moonves virou notícia em 2018, depois de uma dúzia de mulheres o acusarem de comportamento inadequado e assédio sexual nos anos 1980. Aos 68 anos, Moonves negou tudo, mas em Setembro o conselho da CBS forçou a sua saída do comando da empresa, fazendo dele a mais recente figura da media a ter a trajectória arruinada por alegações de má conduta sexual.
Em Dezembro, a CBS anunciou que Moonves não receberia o pacote de indemnização de usd 120 milhões por quebra de contrato, devido a uma investigação interna que chegou à conclusão de que o executivo violou as políticas da empresa. Ainda assim, a sua fortuna é avaliada em usd 800 milhões — usd 500 milhões em acções da CBS.

Neste ano, a Intel comemorou o seu 50º aniversário e despediu o seu CEO, Brian Krzanich, que, após cinco anos no cargo, perdeu o emprego com a revelação de que mantinha um relacionamento consensual com uma funcionária. O caso violou a política da empresa. Ele foi substituído pelo director financeiro da companhia, Robert H. Swan.
Krzanich, de 58 anos idade, iniciou a carreira na Intel, em 1982, como engenheiro numa fábrica de microchips no Novo México (EUA). Ele ocupou diversos cargos na gigante de tecnologia, incluindo o de director de operações. Krzanich já foi membro do American Manufacturing Council (“Conselho Industrial Norte-americano”), de Donald Trump, um órgão que também contava com Elon Musk, da Tesla, Kevin Plank da Under Armour e Michael Dell. Ele deixou o conselho após a reacção de Trump à manifestação “Unite the Right” de 2017, protesto conduzido por grupos de extrema-direita contra a remoção do monumento do confederado Robert E. Lee, que resultou na morte de um manifestante.


A WPP, uma das maiores empresas de propaganda e marketing do mundo, perdeu o seu CEO e fundador neste ano: Martin Sorrell, que dirigiu a empresa por 33 anos. A saída de Sorrell se deu após suspeitas de má conduta que levaram o conselho da WPP a contratar um escritório de advocacia externo para investigar o executivo. Os resultados da investigação não foram divulgados, mas Sorrell renunciou e foi substituído pelo director de operações da empresa, Mark Read.
Sorrell, de 73 anos, é um ícone do empreendedorismo na Reino Unido. Ele adquiriu a WPP em meados da década de 1980 para o seu império de marketing. Antes, havia sido director financeiro da empresa de publicidade Saatchi & Saatchi. A sua estratégia agressiva de aquisições garantiu o rápido crescimento — e endividamento — para a WPP ao longo dos anos.