Angola pretende reforçar a cooperação e parcerias com empresas filandesas que actuam no sector das telecomunicações, com vista a alargar a rede em todo território nacional.

A intenção de reforço da parceria foi manifestada esta semana durante uma audiência que o ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação de Angola, José Carvalho da Rocha, concedeu ao ministro filandês dos Negócios e Estrangeiros, Timo Soini.

Para o efeito, o Ministério das Telecomunicações pretende mandar vir uma delegação empresarial da Filândia até o final desse ano para apoiar esse projecto de expansão dos serviços em todo território nacional.

O Ministério das Telecomunicações quer igualmente que os filandeses ajudem na construção de infra-estruturas do sector, para que mais pessoas tenham acesso aos serviços.

O ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação de Angola, José Carvalho da Rocha, referiu que o encontro realizado com o ministro filandês dos Negócios e Estrangeiros, Timor Soini, vai permitir que as empresas dos dois países participem juntos em vários projectos, como o da ampliação da rede.

"Um dos nossos objectivos é transformar em parceiros as empresas filandesas, para cooperarem com as angolanas em termos mútuos, e existem vários desafios na área de Telecomunicações, tecnologia de informação", concluiu.

Em Angola já beneficiam dos serviços de internet as províncias de Luanda, Benguela, Cabinda, Huambo, Sumbe (Cuanza Sul), Soyo (Zaire), Lubango (Huíla), Bié, Zaire, Malanje, Uíge e Cuanza Norte.

Angola vem reforçando a digitalização de serviços, o acesso livre à Internet para estudantes e docentes, bem como a criação de uma rede de troca de informações e dados entre instituições de ensino superior em todo país, facto que a cooperação com a Finlândia pode ajudar a concretizar a médio e longo prazo.

Para o governo angolano, tudo está a ser feito no sentido de encurtar a distância entre as Instituições de Ensino Superior e o empresariado, tendo ressaltado a necessidade de se estabelecerem acções para permitir os estudantes finalistas realizarem estágios profissionais e de iniciação à investigação científica no ambiente empresarial.

O Estado angolano incentiva, para todos efeitos, a realização de projectos de investigação científica que vão ao encontro dos problemas das empresas, destacando o uso da ciência, tecnologia e inovação na agenda empresarial.