A campanha “Nascer Livre para Brilhar” vai criar um movimento nacional de responsabilidade individual, chamando a atenção dos angolanos para uma resposta concertada, com o envolvimento de membros do Executivo, empresas públicas e privadas e organizações internacionais e da sociedade civil locais, de acordo com uma nota do Gabinete da primeira- -dama da República de Angola, Ana Dias Lourenço.
No documento, tornado público no último sábado, na cidade do Luena, por ocasião do 1 de Dezembro - Dia Mundial de Luta contra a SIDA, lê-se que a campanha prevê envolver pessoas com capacidade individual, que possam ajudar a vencer as barreiras que perpetuam o estigma e a descriminação.
O documento sublinha que, este ano, a luta contra a epidemia ganha um novo impulso, com o envolvimento activo da primeira-dama da República de Angola, que lidera a campanha “Nascer Livre para Brilhar”.
A nota sublinha que o compromisso assumido pelos chefes de Estado do continente, na 29ª Assembleia Geral da União Africana, tem como objectivo principal a erradicação da SIDA pediátrica até 2030, através da eliminação da transmissão do HIV da mãe para o filho.
A magnitude do desafio, que em grande parte dos casos está ligado às barreiras socioculturais que impedem as mães grávidas de fazerem o teste e começarem imediatamente o tratamento para evitar a transmissão vertical, motivou a primeira-dama a optar por uma acção junto de vários segmentos da sociedade, de acordo com o documento.
Com duração de três anos, a campanha fundamenta-se numa mensagem directa, dirigida a cada angolano, segundo a qual a luta contra o HIV/SIDA só é vencida com o envolvimento de todos.
A iniciativa de Ana Dias Lourenço alia-se às estratégias do Instituto Nacional de Luta Contra a Sida que, baseada nas metas e compromissos globais assumidos pelo país, elaborou recentemente um Plano Nacional de Aceleração da Prevenção da Transmissão do HIV de mãe para filho.