A necessidade que as empresas possuem de inovar num mercado cada vez mais informatizado, se tornou para algumas organizações um desafio que exige uma parte bem elevada de seu investimento, tanto na implantação de tecnologias compatíveis, quanto na selecção e capacitação de pessoas na operação das mesmas. Nos tempos actuais é quase impossível uma empresa não dispor de um sistema informatizado com um software ou tecnologia adequada a atender as demandas e necessidades dos processos internos.
As inovações tecnológicas são possibilidades de competitividade entre as empresas, almejando estratégias e melhorando a qualidade. Esses factores são fundamentais para concretizar a gestão de conhecimento e as capacidades de interactividade no mercado.
Imaturidade profissional é pensar que a inovação tecnológica é um processo que deve estar presente somente nas organizações e empresas de primeiro mundo. O acto de inovar está presente quando a empresa se conscientiza da necessidade e importância da tecnologia para produção de bens e consumo de qualidade.
As empresas de projectos de softwares administrativos vêm aumentando cada vez a produção de programas específicos de gestão de banco de dados ou até mesmo de gestões mais complexas como Balanced Scorecard mantendo um banco de dados de seus clientes, cadastro de fornecedores, controlo de contas a pagar e a receber entre outras funções.
Podemos acompanhar claramente como os meios de tecnologia surgiram para revolucionar o quadro das organizações, tomando como base alguns exemplos de relações comerciais no decorrer da história.
Quando não existia a moeda, o escambo era uma forma que as pessoas adoptavam para atender as necessidades uma das outras, que consistia na troca de bens, os quais eram produzidos na terra de certa pessoa, e o que excedia trocava com outras que produziam o que ela não tinha. Eis aqui o início do comércio, mas nesse processo não havia um cálculo exacto que daria o resultado que dez arrobas de feijão equivaleriam a cinco de trigo.
Agora imaginem um comerciante ambulante de volta a uma “cidade cliente” pela segunda vez, certo que terá o mesmo índice elevado de vendas alcançado anteriormente. Mas como o nosso aventureiro vendedor não tinha uma ferramenta capaz de medir o grau de aceitação e satisfação que o seu produto trouxe aos clientes, dessa vez não teve grandes lucros.
Outro exemplo que comprova que a inovação tecnológica não poderia deixar de existir, é a forma em que os comerciantes de pequenas mercearias controlavam seus clientes que compravam em longo prazo. Era mantida a famosa “caderneta” que constava a relação dos produtos adquiridos a cada compra, limitando-se apenas em anotar no alto da página o nome do cliente (às vezes apenas o primeiro nome ou apelido). Vemos que não havia um banco de dados completo daquele cliente, às vezes não tinha nem mesmo o endereço do mesmo.
Observamos nesses três exemplos a falta de ferramentas que poderiam agilizar os processos e a segurança de dados indispensáveis para uma relação entre empresa e cliente. Hoje dispomos de programas avançados que controlam por meios estratégicos como está a aceitação e satisfação do cliente que adquiriu certo produto, ou o que pode ser mudado para que o produto venha a atendê-lo.
Nos grandes hipermercados nos deparamos com softwares avançados que tem um controle geral de todo o processo de comercialização de um produto, desde o seu orçamento, compra, entrada e saída no estoque até a sua saída no caixa. Mas talvez a ferramenta mais essencial que a evolução de softwares trouxe para as organizações foi o acesso às informações detalhadas de seus clientes, mantendo um alto relacionamento com cada um deles. Podemos identificar as suas necessidades, preferências ou gostos e assim dedicar um produto customizado para uma classe específica de clientes.