A revolução digital nas escolas em quase todo o mundo ocorre de forma desigual, mas é possível identificar algumas tendências nesse processo disruptivo dentro das salas. Algumas novas tecnologias estão a impulsionar a aprendizagem e a enriquecer as práticas pedagógicas.
O conteúdo baixado em nuvem, por exemplo, com o uso de dispositivos e aplicativos de baixo custo de fornecedores como Google e HP, ajuda o armazenamento do conteúdo escolar. Daniel Newman, analista principal da Futurum Research e colaborador da Forbes USA, prevê um aumento de investimentos em realidade aumentada por parte das universidades. A ferramenta vai facilitar actividades como visitas às instalações físicas de instituições. Outra vantagem está na exploração de material didáctico pelos professores.
A inteligência artificial e machine learning estão entre as principais apostas para o sector em 2019, segundo os analistas ouvidos nesta reportagem. Entre as facilidades que essas tecnologias favorecem está a personalização dos estudos, com a possibilidade de contabilização dos pontos mais fortes e mais fracos de cada aluno, ajudando a aprimorar o desempenho individual. A IA, por exemplo, pela colecta e interpretação de dados, permite verificar em que conteúdos o estudante está em defesa ou adiantado em relação aos colegas de turma ou até de outras escolas.
A outra tendência relevante é disponibilizar cada vez mais conteúdo em vídeos. O relatório publicado pela Cisco em 2018 aponta que este ano, 80 por cento de todo o tráfego da internet será gerado nesse formato – a evidência dessa previsão é a legião de crianças e jovens seguidores de youtubers e de outras plataformas. O aumento de aulas de robótica nas instituições de educação básica também deverá ser percebido nos próximos anos, com a fabricação, inicialmente, de modelos mais simples e práticos.