As organizações são constituídas de um conjunto de recursos materiais, financeiros, administrativos, mercadológicos. Cada um desses recursos dentro das empresas tem uma área responsável. Por exemplo, os recursos financeiros normalmente são geridos pela área financeira, os recursos humanos pela direcção ou departamento de recursos humanos. Portanto, notamos aqui que cada recurso tem uma área e um responsável dentro da organização.

Um dos recursos que encontramos em todas as organizações são os  humanos, como os únicos com vida e inteligência para gerir os demais. Esse facto faz com que o gestor desta área tenha um sector de actuação ampla que se estende a todos as direcções da empresa, por isso, todos os líderes de uma determinada área são gestores de recursos humanos, porque trabalham com pessoas, cabendo a eles desempenhar a sua função de assessoria em matéria de recursos humanos.

Papel do gestor
Esta não é com certeza uma resposta fácil de dar-se, porque os papéis do gestor de RH, podem variar de organização para organização, embora existam alguns comuns a todos gestores, como por exemplo, o recrutamento, a selecção, aplicação, desenvolvimento, retenção de talentos e a avaliação de desempenho. Em algumas instituições, o gestor desta área é responsável pelo processo de recrutamento e selecção, aplicação e desenvolvimento do pessoal. Já em outras organizações, ele é um mero cumpridor de tarefas, pois a ele, cabe somente executar as tarefas determinadas pelo topo da organização.

Na maioria das empresas, os recursos humanos são essencialmente “os polícias” das políticas e dos regulamentos, que tratam da papelada envolvida na contratação ou despedimentos, gerem a burocracia dos benefícios e administram as recompensas. Mesmos que a gestão de topo dê mais importância a determinadas áreas, como o recrutamento e a formação de quadros, continua a sentir-se que as actividades estão desligadas ao real trabalho da organização.

Normalmente, nas organizações em que o modelo de gestão de pessoas está associado às que seguem a teoria clássica, nota-se que as pessoas eram meros factores de produção e os líderes autocráticos e centralizadores. Por exemplo, na teoria X, a gestão de recursos humanos tem pouca relevância. Nela, o papel do gestor de RH é executar estritamente as tarefas determinadas pelo responsável máximo da estrutura hierárquica da empresa, sendo esse também, em muitos casos, o responsável pelo recrutamento e selecção de pessoas para a organização.

A dinâmica do meio envolvente alterou o papel dos gestores, pois sabe-se que, na era clássica, houve uma pequena mudança de papel destes, porque a gestão se foi flexibilizando fruto da pressão do mercado nesta época. O mais importante era produzir, devido ao facto de haver, na altura, mais consumidor do que organizações a produzir. Já na era neoclássica, o cenário já era diferente das anteriores.

Já se regista um aumento no número de indústrias e na oferta de produtos bens e serviços, o que obrigou as organizações a encontrarem novas formas de produzir os bens, levando as empresas a uma necessidade de aproveitar melhor a sua força de trabalho e, por esta razão, a secção responsável pela gestão de recursos humanos passou a ser chamada departamento, mas ainda não desempenhava um papel estratégico igual ao que se verifica hoje.