Operfil ideal de técnicos para as empresas modernas varia de acordo com a espectativa do empregador, assim como muitos acreditavam que o melhor funcionário seja aquele mais inteligente ou brilhante. Na verdade, de acordo com uma pesquisa realizada no Brasil, não são os mais inteligentes nem os mais brilhantes, que tornam uma empresa melhor ou pior, disseram os mais de 250 empresários ouvidos, mas sim os “mais comprometidos” com a empresa e toda a sua causa.

O funcionário é sobretudo  aquele  que está comprometido com o sucesso da empresa, dos produtos, dos clientes, do chefe e até  dos subordinados. Que além disso, ajuda o chefe e os seus colegas a tomar decisões, ensinando-os o que sabe e aprende com eles. Atende aos pedidos imediatamente, não deixando para depois os apelos da empresa, do chefe e dos próprios colegas, um funcionário que está sempre disposto a colaborar, mesmo que a tarefa não seja da sua responsabilidade. Entre os demais aspectos, o melhor funcionário é aquele que emite opiniões positivas, participando de decisões e controvérsias, “veste a camisa da empresa”, que “luta ” pela empresa e demonstra interesse pelos interesses desta, querendo saber sobre o seu passado, a data da fundação
e outras informações.

Dentro ainda das pesquisas feitas, chegou-se à conclusão que o melhor funcionário é aquele que termina as coisas que começa e presta atenção aos detalhes daquilo que ele faz, demonstra estar feliz no ambiente de trabalho,  “repassa” informações aos seus subordinados, não guarda informações para si, como forma de demonstrar poder, aquele que não fica a olhar toda hora para o relógio, na hora de ir embora, observa a ética. Ou seja, ele não mente para os superiores e nem para os subordinados. Respeita o seu ambiente de trabalho, não grita pelos corredores, veste-se adequadamente e respeita a opinião dos seus colegas mesmo quando discorda delas. Finalmente, o melhor funcionário é aquele que prepara um subordinado para substituí-lo, pois ele não tem medo de “sombra” porque é competente.

Profissional da actualidade
Dados avançados por teóricos da gestão de pessoas, afirmam que um profissional moderno, está principalmente na capacidade de comunicação, de articulação e contextualização de  informações, de constante actualização, habilidade para compreender questões lógicas, pensar e solucionar conflitos, familiarizar-se com computadores e novas tecnologias, gosto pela pesquisa, responsabilidade, ética e integridade, flexibilidade e adaptabilidade, disciplina e capacidade de negociação.

As características descritas acima são altamente desejáveis para que uma pessoa seja considerada um profissional capacitado no mercado competitivo actual. É certo que um bom currículo escolar, especializações, títulos e experiência na área, não deixaram de ter o seu valor, mas em tempos de “inteligência emocional” e de velocidade cada vez maior na aquisição de conhecimentos, este tipo de habilidade passa a ter uma importância quase que decisiva para que se possa sobressair num mundo laboral cada vez mais agressivo.

Exigências do mercado
O perfil exigido pelo mercado é de um profissional polivalente, ou seja, aquele que possua as competências técnicas e que ainda consiga resolver os “problemas” do dia-dia da empresa. Resolver estes problemas, é que parece ser a dificuldade, pois, normalmente, o especialista, aquele que possui competência técnica, sabe muito, ou seja, o  seu campo de actuação acaba se tornando restrito devido à sua especialização em apenas uma área. Dessa forma, este profissional consegue resolver apenas os da sua área e nada pode fazer fora do seu campo de jurisdição. O mercado exige hoje um profissional mais completo, que não seja apenas um especialista, nem um generalista, mas que seja um especialista sistémico que possua sim a sua especialização, mas que consiga também visionar a empresa como um todo, através de uma visão mais abrangente, o suficiente para resolver, ou no mínimo encaminhar, a avalanche de problemas do quotidiano de uma empresa.

As empresas precisam de profissionais completos, que consigam conciliar as suas competências técnicas às características pessoais ou indo mais além, as suas múltiplas competências. Elas já começam hoje a perceber que o seu maior capital não está nos cofres, nos equipamentos, nas suas instalações, mas sim nas pessoas, nos seus colaboradores e em tudo aquilo que eles conhecem e podem oferecer.