Angola poderá contar, a partir de Setembro próximo, com um Plano de Ordenamento do Espaço Marinho, para fazer o mapeamento e definir regras, de modo a organizar a utilização das áreas marinhas de Angola.
Segundo o ambientalista Vladimiro Russo, que falava ontem, à imprensa, à margem do encontro do grupo nacional de coordenação para o Ordenamento do Espaço Marinho em Angola, com o referido plano será feita a gestão das actividades existentes e as futuras, olhando para tudo que acontece actualmente no país.
Intervêm no espaço marinho os sectores do Turismo, Pescas, Petróleos, Construção Civil, Ambiente, Transportes e outros.
O consultor pela elaboração do referido plano sublinhou existirem áreas definidas para determinadas actividades, tendo exemplificado que a pesca artesanal não pode ir além das 4 milhas náuticas, e a semi-industrial não pode vir para dentro das 4 milhas náuticas.
Vladimiro Russo referiu existirem já algumas medidas de gestão, mas o que estão a fazer aglutinar as existentes e propor as que não existem. “O que existem e estão previstas para os próximos 10 anos, tentamos ver onde haverá potenciais conflitos e como gerir”, disse.
Sublinhou ser o culminar do processo de desenvolvimento do plano que decorre desde Novembro de 2016, para definir como podemos usar melhor o nosso espaço marinho.
“Consideramos ser a área piloto que é toda área costeira e da zona económica exclusiva que vai das palmeirinhas até ao rio tapado das províncias do Cuanza sul e de Benguela”, frisou.
Disse pretender-se com a reunião apresentar o resultado deste trabalho, validar as propostas de ordenamento do espaço, ver as actividades que são compatíveis e as incompatíveis