A gestão da demanda e previsão no sector industrial é uma das actividades que mais apresenta desafios dentro da cadeia de produção de uma determinada empresa. As decisões tomadas em relação à elas influenciam em todos os processos da organização. Se um dado produto, por exemplo, um televisor, aumenta durante um certo período, esse aumento vai diminuir o estoque ou exigir o aumento da produção por meio do aumento da capacidade da fábrica.
Esse aumento de itens produzidos vai ter um impacto significativo nos serviços de transporte, exigindo uma mudança na gestão de toda a cadeia. Numa situação oposta, caso a demanda diminua, a indústria pode aproveitar a oportunidade para ajustar a carteira de pedidos ou fazer a manutenção da maquinaria das linhas de produção. Tudo depende de um bom planeamento, mesmo com demandas incertas.
Portanto, a gestão da demanda e a previsão servem tão simplesmente para optimização de resultados e quando esta é eficaz permite que a indústria alcance os melhores índices de desempenho, como por exemplo: um menor nível de estoque e diferenciados por categoria; melhor nível de serviço, marcado com a maior disponibilidade de produto no local e hora certos e ainda menores custos de produção, fazendo com que se alcança um equilíbrio entre a produção e níveis de estoque.
Os erros resultantes da má gestão da demanda podem trazer impactos muito negativos na cadeia de suprimentos, como uma discrepância e flutuação da demanda imprevista, pois a indústria precisa utilizar recursos não previstos, e se desfazendo de produtos emergentes ou recompondo o estoque e ver ainda a redução deste, o que pode criar escassez de matérias-primas, atrasos de pedidos, problemas com fornecedores, entre outros imprevistos. Esses dois factores geram baixa flexibilidade de resposta e atrasos de entrega e perda de vendas.