“Entende-se por escrituração a técnica pela qual as ocorrências com efeito no património líquido são registadas”. Portanto, a escrituração viabiliza a parte prática da contabilidade, mediante a qual se realiza a execução do registo dos fenómenos patrimoniais.
A escrituração deve propiciar a comunicação da “realidade económica” aos usuários. Entretanto, algumas regras devem ser seguidas para que as informações possam ser aproveitadas com maior utilidade pelos interessados; dentre elas, a de que a escrituração deve ser feita obedecendo à legislação em vigor e observando métodos ou critérios contábeis uniformes no tempo.
A escrituração contábil das pessoas jurídicas é atribuição do contabilista legalmente habilitado nos termos da legislação.
Toda a acção que determine uma variação no património, deve ser representada por um documento. Os documentos, denominados comprovantes, caracterizam as transacções e precisam de ser idóneos para que o facto possa ser registado. Por isso, preliminarmente, os documentos são submetidos à conferência e a seguir à classificação.
Diversos sistemas contábeis podem ser utilizados na escrituração dos factos administrativos que exige a adopção de um método de escrituração, sendo que três sistemas são normalmente usados” manual, mecanizado e electrónico”. A opção pelo sistema, deve levar em conta o tamanho da entidade, a quantidade média de lançamentos efectuados e os elementos patrimoniais a serem controlados. A decisão pelo sistema adequado deverá ser condicionada, ainda, pela necessidade de rapidez em confronto com o custo da informação contábil.
Na actualidade, a opção pelo uso da informática apresenta como vantagem a diminuição da margem de erro no processo contábil. Além disso, o custo de equipamentos e software utilizado que dificultava a adopção de sistemas computadorizados pelas microempresas, tem sido equacionado pela crescente informatização da contabilidade. CC