O início das inscrições para o exame de acesso ao ensino superior na Universidade Agostinho Neto (UAN), previsto para ontem, quinta-feira, teve um atraso de mais de uma hora e meia devido a questões técnicas ligado ao sistema eléctrico, constatou à Angop.
Cinco mil e trezentos e dez vagas estão disponíveis para os candidatos ao ensino superior, no ano lectivo 2020, na UAN. Enquanto a situação não era resolvida, técnicos da instituição constatavam a veracidade dos documentos apresentados pelos candidatos.
A Angop apurou que maior parte dos candidatos, presentes no primeiro dia de inscrições, são finalistas do II ciclo do ensino secundário até 2018, por se registar atraso na entrega da certificação, como é o caso da escola João Beirão, no município de Viana que prevê fornecer o documento apenas a partir de segunda-feira (6).
De acordo com o vice-reitor para a área académica e vida estudantil da UAN e coordenador do processo, Domingos Margarida, ultrapassado o problema, as inscrições tiveram o seu início de forma tranquila e ordeira com auxílio de efectivos da Polícia Nacional.
Fez saber que o curso de Direito dispõe de maior número e vagas, enquanto que para o curso de Biologia este ano lectivo não vai absorver novos estudantes por falta de condições adequadas.
Relativamente aos estudantes que até ao momento não dispõem de documentação disse que os mesmos poderão apresentar as pautas assinadas pelos directores das escolas com as notas da 10ª a 12ª classes discriminadas.
Avançou, que da cota total disponibilizada em cada curso, 2, 5 por cento é reservada aos filhos de antigos combatentes, pessoas com deficiência e candidatos em pobreza extrema.
De acordo com José Kelope candidato ao curso de Ciências Políticas e finalista há sete anos, constrangimentos dessa natureza poderiam ser evitados, criando fontes alternativas, de formas a se evitar desgaste dos estudantes devido ao tempo de espera.
Para o estudante Fernando Manuel, candidato ao curso de Direito proveniente de uma escola privada, não foi difícil adquirir o certificado uma vez
que recebeu atempadamente.
Já a candidata para o curso de Direito Laurinda Paulo referiu que a escolha do curso em ciências sociais deve-se pelo facto de ser o seu forte em detrimento das ciências exactas.
Das 5.310 vagas disponíveis, 4.925 são para os cursos de graduação e 385 para os cursos de bacharelato para formação de professores para o ensino técnico-professional, numa parceria com o Instituto Superior de Ciências da Educação de Luanda (ISCED).
Comparativamente ao ano académico 2019 houve um aumento de 215 vagas.