A solidificação das empresas pode depender de um processo de readministração, considerada como uma forma de gerir as organizações, onde de um lado está a eficiência, a eficácia e, do outro, os indivíduos satisfeitos, actualizados e recompensados com e pelo que fazem. A ideia de readministração surgiu como contraponto da ideia de reengenharia que é considerada revolucionária, radical e drástica, que causava grande impacto nas pessoas e nas actividades. A sua visão era somente a curto prazo, sistêmica e técnica. No início, ela visava vantagens competitivas, a satisfação do cliente e dos membros da organização, enfocava a responsabilidade social, ecológica e técnica e compreendia a empresa com uma visão holística e uma abordagem evolucionária e programada, hoje ela vai mais longe.

 Aplicabilidade
Propor uma reformulação mais abrangente e menos radical das orientações administrativas e gerenciais, mais aplicável a longo prazo com uma teoria ou filosofia administrativa renovada, é o principal fundamento da mesma, que entende que o homem moderno despende parte significativa da sua vida dentro das organizações, trabalhando para ela e que, portanto, as organizações e as tarefas que executa são, respectivamente, o lugar e o foco apropriado onde buscar o seu desenvolvimento. Nela, as organizações têm a obrigação de desenvolver os seus recursos humanos, simplesmente porque se entende que o desenvolvimento, por definição, é sempre autodesenvolvimento. Entretanto, as empresas podem criar ou não - as condições para que os indivíduos desenvolvam os seus talentos, cresçam profissionalmente, busquem a auto-realização, preencham o seu potencial e sejam tudo aquilo que eles têm condições de vir a ser.

Administração renovada é a que consiste em gerir as organizações de modo a torná-las mais produtivas, eficazes, responsáveis e éticas, com os indivíduos envolvidos a sentirem-se satisfeitos e recompensados. Ela também trabalha com estratégias de sobrevivência de organizações a grandes turbulências.

Por sua vez, não se pode falar de readministração sem se falar de reengenharia, criada pelos americanos Michael Hammer e James Champy, no início da década de 90, como um sistema administrativo utilizado pelas organizações para se manterem competitivas no mercado e alcançarem as suas metas, reformulando o seu modo de fazer negócios, as suas actividades e tarefas ou processos.
Segundo Branco, ao contrário do que tinha acontecido com muitas das metodologias de gestão da qualidade, os primeiros exemplos da sua aplicação vieram dos Estados Unidos da América e não do Japão. A reengenharia para Stair e Reynolds é vista como “redesenho de processos, envolve a readequação dos processos empresariais, estruturas organizacionais, sistemas de informação e valores da organização, objectivando resultados dos negócios da organização. Esta focalização no aumento da eficiência dos processos e na obtenção de mais-valias a curto prazo implica melhorias em três níveis a destacar: redução de custos e de tempo e a melhoria da qualidade dos serviços.

Os princípios básicos desta “filosofia” de gestão, passam por reinventar e não evoluir, através do desenvolvimento de processos que promovam o “corte” na organização existente.