As empresas não estão a aproveitar os benefícios da tecnologia e é preciso derrubar as barreiras internas para gerar um ciclo de inovação. Todos os dias há negócios que falham, mas a queda destas marcas tradicionais despoletou um debate mais alargado acerca da modernização e deixou os proprietários de negócios a perguntarem-se o que devem fazer para evitar o mesmo destino.
Os retalhistas e outras indústrias tradicionais ainda estão com dificuldade em lidar com os desafios da era digital. Um dos problemas é que muitas marcas firmadas não estão a aproveitar totalmente novas tecnologias, como a automatização cada vez mais sofisticada e a tecnologia da realidade virtual. Como tal, a revolução tecnológica tem sido acompanhada por um abrandar do crescimento das empresas mais tradicionais.
Por todo o mundo, o online first é uma tendência de consumo antiga e os cada vez maiores avanços da tecnologia têm levado os consumidores a esperar por serviços mais personalizados e mais proactivos. O aumento dos serviços baseados em tecnologia levou a um envolvimento cada vez maior com empresas como a Amazon, Facebook e Netflix, que estão assentes em tecnologia mas não fabricam nada que tenha existência física, nem produzem conteúdo directamente. Isto aponta para uma das maiores tendências da era actual: a ascensão das empresas
baseadas em software.
O comportamento dos consumidores está a evoluir a um ritmo superior àquele que muitas empresas conseguem acompanhar. Frequentemente e por todo o lado, empresas tradicionais de todos os sectores estão a fracassar em corresponder aos desejos e às expectativas dos seus clientes na era digital. E, para aquelas que não conseguem acompanhar o ritmo, o impacto pode
revelar-se substancial.
Seja no retalho ou em qualquer outro sector de actividade, as empresas têm de desenvolver uma competência basilar para aproveitar o poder da tecnologia. No entanto, não é só tecnologia: é toda uma cultura que precisa de mudar nas empresas tradicionais. Nesta era digital, é necessário aprender com as Amazons do mundo e fomentar uma cultura de inovação e disrupção.