Os lucros no sector de aviação podem estar em risco neste ano, mas algumas rotas são sempre fontes certas para gerar centenas de milhões de dólares por ano em vendas de passagens e, em alguns caso, mais de um bilhão de dólares.
As dez maiores rotas trouxeram receitas de mais de seis bilhões de dólares entre Abril de 2018 e março de 2019. A média é de 608 milhões cada uma, variando entre 541 milhões, embolsados pela Air Canada no voo Vancouver-Toronto, e 1,16 bilhão de dólares em vendas de passagens da British Airways no serviço transatlântico entre Londres e Nova York.
As receitas fortes nem sempre se traduzem directamente em lucros, e os custos operacionais em algumas dessas rotas também são altos. Há uma série de características comuns entre as rotas que mais venderam passagens.
O valor de ter um aeroporto popular é claro segundo a análise da OAG. Das dez rotas mais lucrativas na América do Norte, cinco aterrissam no JFK em Nova York.
No entanto, também houve uma queda notável nas receitas de rotas mais caras.
Nove dos dez principais serviços em todo o mundo viram as receitas caírem em 2018/19, em comparação com o ano anterior. Isso sugere que a concorrência de outras companhias aéreas está se fortalecendo, tanto em termos de serviços directos quanto de rotas indiretas, que são opções mais baratas, mas com tempo maior de viagem.
Metade das rotas são operadas por membros da aliança de companhias aéreas Oneworld, seguidas por quatro da Star Alliance, mas nenhum membro da SkyTeam está na lista, uma das rotas é operada pela Emirates, que não é membro de nenhuma aliança.
Veja, a seguir, as dez rotas mais lucrativas do mundo:

1. London Heathrow – New York JFK - A rota mais lucrativa de todas é o serviço que sai de Heathrow, em Londres, para o JFK, em Nova York, operado pela British Airways. Ele gera receita anual de 1,16 bilhão de dólares para a companhia aérea britânica;

2. Melbourne – Sydney - O voo entre as duas maiores cidades da Austrália rendeu à Qantas Airways cerca de 861 milhões de dólares no ano passado, com uma receita média de 23.773 por hora. É uma das quatro rotas domésticas a entrar no top 10 e a única fora da América do Norte;

3. Dubai – Londres Heathrow -A rota mais importante para a Emirates Airline, de Dubai, depende inteiramente de serviços internacionais, devido ao pequeno tráfego em seu país de origem;No ano passado, o trajecto a gerou uma receita de 796 milhões de dólares;

4. Singapura – Londres Heathrow- A Singapore Airlines – já vista como uma das melhores companhias aéreas do mundo – vendeu 736 milhões em passagens, saindo de seu país para Heathrow;

5. São Francisco – Newark - O serviço doméstico de maior arrecadação na América do Norte, indo do oeste para a costa leste é operado pela United Airlines. No ano passado, arrecadou 689 milhões de dólares em receita para a companhia aérea;

6. Los Angeles LAX – Nova York JFK - Em 2018/19, o percurso operado pela American Airlines conquistou cerca de 662 milhões de dólares. A força da demanda nas cidades fica clara pelo fato de que o serviço da Delta Airlines na mesma rota rendeu 465 milhões no ano passado;

7. Doha – Londres Heathrow - A Qatar Airways, recentemente eleita a melhor companhia aérea do mundo, tem lutado para lidar com um boicote de países vizinhos desde junho de 2017. No ano passado rendeu 639 milhões de dólares em vendas de passagens;

8. Hong Kong – Londres Heathrow- Hong Kong tem sido palco de protestos que forçaram a Cathay Pacific a suspender os seus voos. Mas, em condições normais, a rota da companhia aérea para Londres rendeu 605 milhões de dólares;

9. Cingapura – Sydney- A Singapore Airlines aparece no top 10 também com o trajecto que sai da sua sede para a capital comercial da Austrália, Sydney. No ano passado, cerca de 550 milhões de dólares em passagens foram vendidos nessa rota;

10. Vancouver – Toronto - O décimo lugar fica com um serviço doméstico, um vôo de quatro horas e meia entre duas cidades do Cánada. No ano passado, a Air Canada obteve uma receita de 541 milhões nesta rota, uma queda substancial de 441 milhões em relação a 2017.