A inteligência emocional pode torná-lo um negociador melhor, porque temos a tendência de classificá-la como uma habilidade suave. Isso tem a ver com o que costumamos ouvir sobre o “lado direito” do cérebro – aquela linha de pensamento que diz que as pessoas comandadas por essa parte são mais criativas, algo sempre discutido quando se fala sobre as emoções e experiências.
Esteja na posição de discutir contratos, acordos legais ou cargos, ou apenas à procura de um novo emprego em busca de melhores condições, a negociação atinge quase todos os profissionais em algum momento. Veja alguns pontos que deve ter em mente para garantir uma boa negociação:

1. Efeito de ancoragem
Num ambiente de negócios, o efeito de ancoragem pode configurá-lo para assumir uma série de possibilidades com base em outros eventos ou resultados que podem não ter nada a ver com o problema actual em questão. Mas, ao se ater a um próprio conceito ancorado do que é razoável para um orador receber, pode estar a se prejudicar só porque acha que sabe
qual é o valor a ser cobrado;

2. Confirmação
Ao entrar numa negociação e esperar que um cliente seja difícil, pode responder às suas proposições de maneira diferente do que se assumisse como única expectativa encontrar um acordo que funcione para ambas as partes. Por outro lado, pode estar mais disposto a ser enganado se entrar com expectativas muito baixas, imaginando que qualquer
ponto a mais é vantagem;

3. Custo afundado
A falácia do custo afundado é a ideia de que, se já colocou muito tempo, energia ou dinheiro em algo, deve ficar com ele, mesmo que não funcione. Em vez de sair do barco furado, o seu cérebro o engana para que continue nele. É uma maneira de justificar um mau investimento ou decisão.

4. Negatividade
A nossa inclinação para valorizar os pontos negativos em relação aos positivos. Pode temer que ser assertivo em relação às suas necessidades o torne ainda menos apreciado pelo cliente e, portanto, menos
inclinado a se comprometer;

5. O efeito halo
Este efeito se refere à maneira pela qual estamos inclinados a ver os outros, e como, a partir dessa percepção, respondemos ao que dizem, fazem ou vendem;

6. O efeito da desinformação
A maneira como nos lembramos de eventos passados nem sempre é uma reflexão clara e realista do que realmente aconteceu. Na verdade, existem muitas influências que podem afectar a forma como pensamos sobre algo, seja no passado ou no futuro.