O seminário nacional sobre o “Desenvolvimento de Sistemas de Informação de gestão de Saúde, serviu para que a embaixadora dos Estados Unidos da América, Helen LaLime, afirmar, em Luanda, que o mesmo encontro, realizado, recentemente, marca um passo importante na evolução do Sistema de Saúde em Angola.
A diplomata que fez afirmação no discurso de abertura do evento, que visou a reflexão da questão da transição para um sistema electrónico de monitoria e avaliação de serviços e produtos de saúde existentes em Angola.
Segundo Helen LaLime, o referido seminário contou com dois grupos de trabalho que fizeram a elaboração de um roteiro para a implementação de dois sistemas electrónicos de informação, onde o primeiro controla a cadeia de abastecimento para a aquisição e distribuição dos medicamentos do país e o outro que faz a gestão da informação sobre a incidência de doenças em Angola.
“Este trabalho foi possível através do financiamento dos vários programas do Governo americano, tal como o Plano de Emergência do Presidente para Alívio do VIH/SIDA (PEPFAR) e oPMI, o nosso programa para combater a malária”, disse.
A embaixadora destacou ainda no seu discurso, a implementação, destes dois sistemas informáticos, que no seu entender, vai providenciar ao Ministério da Saúde de Angola, uma melhor ferramenta para planear, monitorar e elaborar estratégias de saúde baseadas nos dados, porque elevará o nívek de compreensão da incidência das doenças em diferentes regiões e a quantidade de medicamentos necessários para tratar os pacientes.

Ajuda americana

De acordo com dados apresentados, durante o período de 2015 -2017, o governo norte-americano capacitou mais de 300 técnicos de saúde na área de gestãofarmacêutica em todo país. Estes técnicos estão preparados para avançar nas áreas em que são solicitados.
“A possibilidade de ter acesso à informação de saúde e logística em tempo real,também vai permitir a Cecoma e as autoridades provinciais e municipais a ajustar rapidamente o nível de estoque dos medicamentos e equipamentos de saúde através do país”, referiu.
Helen LaLime endereçou felicitações ao Ministério da Saúde, no que toca a este passo importante, de juntar-se a mais de cinquenta países, que já usam este sistema que visa melhorar a qualidade e a precisão dos dados de saúde. “Angola precisa fazer mais para assegurar que todos os cidadãos tenham acesso a tratamentos de qualidade em tempo real e alocar mais orçamento para a aquisição dos medicamentos”, alertou.

Renovação do compromisso

Em 2015, não havia fundos para a compra de anti maláricos, e no mesmo ano, houve uma epidemia de malária. Este problema de falta de fundos para medicamentos deve ser, na visão da diplomata, resolvido a nível mais alto, para que nunca mais volte acontecer, uma situação que o nova Executivo angolano está empenhado a resolver. “Mais uma vez, estou a renovar o compromisso do Governo dos Estados Unidos daAmérica paraestar de mãos dadas com Angola para continuar a melhorar os serviços de saúde”, garantiu.
Em jeito de conclusão, Helen LaLime, agradeceu os parceiros que contribuíram nos esforços da Embaixada, uma vez que são estes, garantirão a
sustentabilidade do sistema. “ A sustentabilidade depende da liderança contínua do Ministério da Saúde, e a colaboração com parceiros nacionais e provinciais, que estão todos interessados em melhorar o sistema”, frisou.