A inserção das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) no sistema de ensino primário, através da utilização de computadores para alunos e professores, promove a melhoria da qualidade de ensino e aprendizagem, disse esta semana, no Lubango, a coordenadora do “Projecto Meu Kamba”, junto do Ministério da Educação, Piedade Agostinho.
Decorre desde o dia 17, com encerramento previsto para a próxima semana, na cidade do Lubango, um seminário de formação dos professores abrangidos pelo projecto, que consiste na criação de turmas experimentais de aulas interactivas no ensino primário, entre o professor e alunos por meios informáticos.
A coordenadora do referido programa junto do Ministério da Educação afirmou que a construção do conhecimento sólido e das competências para a vida têm sido os grandes objectivos da educação e o projecto que dirige está a ser implementado com sucesso desde 2013, em parceria com o Ministério da Educação, surge na base da preocupação do Executivo, que em parceria com a empresa Meu Kamba, estão a implementar a título experimental a nível do país.

Fase experimental

A fase experimental das aulas interactivas no ensino primário entre professores e alunos, por meio informáticos, já contempla as províncias de Benguela, Huambo, Benguela, Luanda, Namibe, Lunda Sul, Cuanza Sul, Cuando Cubango, Bengo, Uíge, Zaire e Huíla.
A mesma precisou que, num mundo globalizado como o actual, onde Angola está incluida, as TIC devem estar presentes em todos os sectores da vida e o Ministério da Educação não ficou de fora, abraçando o “Projecto Meu Kamba”, para que nas escolas do ensino primário, se busquem melhorias, atitudes inovadoras e actividades na preparação e orientação das aulas”.

Objectivos do projecto

A coordenadora disse também que inserir as TICs no subsistema do ensino Primário e a sua formalização, por parte dos actores intervenientes , serve para “capacitar os professores deste subsistema para um modelo de gestão baseado nas TICs”, “Inserir nos computadores deste projecto, conteúdos programáticos das disciplinas de Língua Portuguesa, Matemática e Ciências da Natureza em formato digital”, “inserir nos computadores conteúdos interactivos (Vídeos, Simulações, Exercícios e outras ferramentas de trabalho”, são objectivos do projecto.
Piedade Agostinho informou que o projecto, já está a ser experimentado em 11 províncias e existe por cada sala de aula 40 computadores para alunos, dois para professores, um quadro interactivo, um reuter, dois carrinhos para carregamento e protecção dos PCVs, um servidor e duas UPs.
Para a selecção de professores, os mesmos devem leccionar a primária e 6ª Classe, ter experiência profissional de pelo menos três anos, domínio de informática na óptica do utilizador. A pretensão do projecto a nível do país é de seleccionar 8 escolas nas 17 províncias.

Alcance do programa

O projecto prevê abranger 154 escolas e a meta é atingir 616 professores em todo país, sendo 4 por escola. “O Projecto Meu Kamba” contempla 78 escolas abrangidas, 152 salas de aulas apetrechadas, seis mil e 80 computadores instalados, 12 mil e 160 alunos beneficiados, 196 professores formados, 36 gestores formados, 156 professores a formar até Setembro próximo e
36 gestores a formar até 2017.
O administrador executivo do “Projecto Meu Kamba”, Francisco Xavier Pedro, disse que hoje não vence aquele que for eficaz, mas sim, aquele que for eficiente. “Não basta atingirmos os objectivos, o crítico mesmo é que os objectivos sejam atingidos com celeridade e com menor custo, com maior rapidez e com menor desvio”, disse.
Para ele, o “Projecto Meu Kamba”, a empresa e a produtora do computador, apresenta-se assim, como uma solução viável de um sistema educativo, tecnológico, pedagógico, sistemático e moderno, com o recurso a distribuição de equipamentos informáticos, infra-estruturas, instalações que conduzirão a maior inclusão digital e dilacerar assimetrias regionais no contexto educativo.
Informou que a empresa Meu Kamba, detentora do computador da marca, está presente em 12 províncias de Angola, através de 78 escolas, 152 salas de aulas montadas, 6.080 computadores distribuídos, 264 professores formados e 20 acções de formação.
Acrescentou que o projecto vai permitir também uma interacção e o envolvimento das famílias pobres para a inclusão digital.