lon Musk, fez esta semana um acordo com as autoridades chinesas para a construção de uma nova fábrica de automóveis em Xangai, sendo a primeira do grupo fora dos Estados Unidos da América (EUA), que duplicaria o tamanho da produção global da fabricante de carros eléctricos.
O acordo foi anunciado ao mesmo tempo em que a Tesla subiu os preços dos veículos fabricados nos EUA, que vende na China para compensar o custo das novas tarifas impostas pelo governo chinês em retaliação às mais pesadas tarifas do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre os produtos chineses.
Elon Musk esteve em Xangai esta semana, e o governo local disse que acolheu a decisão da Tesla de investir não apenas com uma nova fábrica na cidade, mas também em pesquisa e desenvolvimento. A China pressionou muito para atrair mais talentos e capital investido pelas fabricantes globais em tecnologia avançada de veículos eléctricos.
A Tesla planea produzir os primeiros carros cerca de dois anos após o início da construção da sua fábrica em Xangai, chegando a 500 mil veículos por ano cerca de dois a três anos depois, informou a companhia.
Isso tornaria a fábrica da Tesla em Xangai grande para os padrões da indústria automotiva, onde a maioria das fábricas é usada para construir de 200 mil a 300 mil veículos por ano, e aproximadamente equivalente à produção anual planeada para a fábrica da Tesla em Fremont, na Califórnia.
Às 14h do dia 10 deste mês, as acções da Tesla já tinham subido cerca de 0,7 por cento na Nasdaq, mesmo com alguns analistas a questionar sobre como a empresa deficitária obterá o capital necessário para construir e contratar funcionários para uma fábrica tão grande.