A terceira fase da “Operação Transparência” que combate o garimpo de diamantes e a imigração ilegal chega agora às províncias do Huambo, Huila, Cuanza Sul, Cuanza Norte, Cunene, Benguela e Cabinda.
Conforme noticiado pela Angop, os territórios destas sete províncias não eram alvo da Operação Transparência, que teve início a 25 de Setembro do ano passado nas regiões de Malanje, Lunda Norte, Lunda Sul, Moxico, Bié, Uíge e Zaire. Em Outubro, foi estendida às províncias de Luanda,
Bengo, Moxico e Zaire.
Devido a proximidade com a República Democrática do Congo (RDC), a província de Cabinda estará, momentaneamente, fora do processo, segundo informou esta semana, em Luanda,
o porta-voz da operação.
António José Bernardo acrescentou que esta terceira etapa vai abranger também o perímetro marítimo angolano.
Tal decisão foi tomada após a reunião da Comissão de Apoio ao Conselho de Segurança Nacional para o Combate à Imigração Ilegal e Tráfico Ilícito de Diamantes, que analisou o relatório sobre a implementação da Operação Transparência. O encontro decorreu sob orientação do ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, Pedro Sebastião.
Depois de se ter ultrapassado “problemas técnicos”, António Bernardo informou que nas 11 províncias, onde decorrerem a operação, o processo será intensificado, visando a sua consolidação. Esclareceu ainda que o destino dos meios apreendidos, entre os quais 121 mil 867 pedras de diamantes, por avaliar, e 34 milhões 535 mil e 38 quilates de diamantes, será decidido pela justiça.