A Unicargas, empresa angolana de transporte personalizado de carga geral em contentores e de prestação de serviços de transitários, descarga, armazenamento e transferência de mercadorias, dentro e fora do formato, pretende liderar o negócio da camionagem a nível do país.

Em declarações ao JE, o director de marketing e comunicação da empresa, Joaquim Pimentel da Piedade, disse que a Unicargas traçou como objectivo principal o controlo das rotas de transportação terrestre de cargas, razão pela qual investiu no reforço da sua frota, actualmente estimada em mais de 120 camiões.

“Com os actuais camiões, a nossa empresa pode transportar cargas diversas que variam entre as 20 e 30 toneladas para o país todo em tempo recorde”, afirma.

Joaquim da Piedade disse ainda, que fruto dos investimentos no sector dos transportes, e a recuperação dos vários troços rodoviários em todo o território nacional, a transportadora aposta também na construção de centros logísticos, com os quais quer dar resposta a demanda do mercado.

Volume de cargas

Sobre as cargas movimentadas e os preços cobrados, o responsável esclarece, que a empresa calcula o seu volume de negócios, a partir da quantidade de cargas transportadas e manuseadas ao longo de um ano.

Para ilustrar esta realidade, Joaquim Pimentel, lembrou que em 2008 transportaram cerca de 2.175.081 de toneladas de mercadorias diversas, contra as cerca de 1.613.542 toneladas de 2009, números um pouco abaixo dos anteriores, justificados, pela empresa, pelos efeitos da crise económica neste segmento de actividade económica.

Quanto as taxas a pagar na transportação de uma mercadoria, o gestor explicou que estes variam de acordo a capacidade dos contentores, todavia, e a título de exemplo, disse que transportar um contentor de 40 pés de Luanda à Benguela custa 285 mil kwanzas.

Conforme lembrou, a Unicargas não se limita apenas em transportar cargas, pois também actua como operadora de terminais e transitária.

Rentabilidade do Negócio

Questionado sobre a rentabilidade do negócio da camionagem no país, Joaquim da Piedade respondeu ser bastante lucrativo, uma vez que mais de 80 por cento da carga movimentada nas principais unidades portuárias e aeroportuárias para o interior é feita pela via terrestre. Pelo que, julga ser esta uma das boas razões que motiva os investidores públicos e privados a apostarem neste negócio.

“Dado o clima de paz que o país está a viver, e a consequente abertura e reabilitação de mais vias, o que facilita o acesso ao destinatário final, a expansão do negócio será uma realidade para todo território nacional, o que vai, certamente, aumentar as margens de facturação dos operadores”, disse.

Na sua vasta lista de principais clientes, e dividida por sectores, constam empresas como a MSC, NDS, Grimaldi, Senamar e J.F.Aguiar, todas no sector de exploração de terminais, para no sector de transportes de cargas e transitários controlar como principias clientes o Supermercado Jumbo, Biocom, Bigstar, Dimassaba, Mazzaratti, Grupo Arosfram, Real investments e a S&C-Comércio e indústria.

Mais detalhes sobre este e outros assuntos na edição impressa do Jornal de Economia & Finanças desta semana, já em circulação