Contratar funcionários não é uma tarefa que possa ser considerada fácil, pois as possibilidades de insucesso são inúmeras.
Por se tratar de um processo que demanda tempo e muito trabalho, é importante observar certos aspectos, para que todo este investimento seja recompensado. Um pormenor importante é procurar saber quais as tendências do mercado de trabalho, ou seja: que perfil de profissional as micro, pequenas, médias ou grandes empresas têm procurado.

Bom currículo basta?
Passou-se o tempo em que um bom currículo representava tudo numa selecção de candidatos. Hoje é preciso muito mais do que isso. Os cursos extras, hoje são vistos pelos profissionais de RH como atributos praticamente obrigatórios. Incluem-se aí o conhecimento de língua estrangeira, a habilidade com alguns programas de informática e especializações na sua área de actuação.

Mas qual é então o diferencial?
Pode dizer-se que a postura do candidato é de importância capital num processo selectivo. Além da facilidade de comunicação, tradicionalmente esperada de qualquer candidato, outras características são importantes e podem trazer bons resultados para a empresa caso a contratação ocorra.

Adaptação a mudanças.
No mundo corporativo a mudança é algo frequente. Para estar em condições de competir, a empresa necessita, constantemente de fazer alterações e melhorias, seja nos seus serviços, produtos, tecnologias utilizadas ou mesmo na sua estrutura interna.
Por esta razão é importante que o funcionário se adapte facilmente às mudanças, assimilando rápido o que for necessário, sem reflectir baixas no seu desempenho. Neste caso, é necessário equilíbrio emocional suficiente para assumir as tarefas de forma satisfatória, mesmo diante de certa pressão.
Ainda neste aspecto, espera-se que se antecipe aos problemas, e traga soluções. A iniciativa é fundamental para que isto ocorra, bem como a facilidade de lidar com diferentes situações.
A criatividade também é outra característica em alta, justamente em função da necessidade de inovar sempre. Clareza de raciocínio e habilidade para tomar decisões são desejáveis.

Comportamento em equipa.
A liderança é um traço decisivo no perfil. Não se trata daquele funcionário que “manda alguém fazer”, mas sim que se envolve em cada tarefa, participando do trabalho, fornecendo orientações, coordenando as actividades e motivando o grupo.
Motivação?
Talvez esta seja a palavra de ordem. Nenhuma empresa gosta de ter no seu quadro de funcionários alguém desmotivado ou sem qualquer entusiasmo para aprender coisas novas e desempenhar novas atribuições.
É esperado que o novo contratado mostre energia e muito ânimo, já que esta é a expectativa principal quanto ao efeito que novos membros proporcionarão à equipa.

Organização
Diante de tanta pressão, o funcionário deve ter um alto nível de organização, para que possa priorizar as suas tarefas, dedicando a cada uma delas a atenção e o tempo necessários.
Um facto frequente e muito prejudicial, numa empresa, a contratação de funcionários que concentrem várias actividades nas suas mãos, dificultando o envolvimento de terceiros neste processo. O perfil de alguém que “segura” as informações, com o objectivo de se sentir necessário em relação à equipa e à empresa, talvez por medo de perder o seu cargo, é extremamente prejudicial.
Tudo isso, atrelado à lealdade à empresa (o famoso “vestir a camisa”) e aos colegas de trabalho, e à consciência da importância dos seus actos, traça o perfil do profissional actualmente procurado pelas empresas.
É verdade que se torna, muitas vezes, difícil encontrar alguém com tantos atributos. Porém, cabe à cada empresa ponderar sobre quais os aspectos mais relevantes para a sua contratação, e colocá-la em prática da melhor forma possível, no objectivo de encontrar o seu candidato ideal.