O Instituto dos Auditores Internos de Angola (IIA) realizou, esta semana, no Palácio da Justica, em Luanda, a sua Conferência Anual, com o tema “Auditoria interna, terceira linha de defesa contra à fraude e corrupção”.
De acordo com o presidente do IIA, Ladislau Ventura, o objectivo é trazer a debate o exercício dos auditores nas organizações bem como a realidade internacional e os vários imperativos que enfrentam esses profissionais durante o exercício da sua função.
Ladislau Ventura disse ainda que a auditoria interna não ocupa o espaço que lhe é devido, daí a necessidade de se organizarem actividades do género, no sentido de elucidar as pessoas sobre a importância e o papel que esta desempenha nas organizações.
O responsável referiu também que “o controlo é uma das funções da gestão corporativa e a auditoria interna um instrumento imprescindível desta mesma gestão”, disse.

Missão da auditoria
A missão da auditoria interna é proteger e aumentar o valor estratégico das organizações, fornecendo avaliações de assessoria e conhecimento à base dos riscos que se levantam em função do desenvolvimento da instituição, ou seja, proteger os activos e a estrutura organizacional.
O gestor adiantou, ainda, na ocasião, que a advocacia da profissão é concertar com a classe alguns instrumentos que fazem parte das normas de boas práticas da profissão no sentido de se moralizar o profissional para o combate cerrado à fraude e à corrupção, e passar instrumentos necessários para melhor servir as organizações no contexto de crise que o país vive.
Desta feita, afirmou, a responsabilidade dos auditores internos cresceu mediante o discurso de moralização sobre males que enfermam as instituições, e esta é, na sua visão, uma oportunidade de concertação e passagem de instrumentos que mudem o rumo dessas empresas para que se possa eficazmente auditar com rigor as práticas internas.

Visão africana
O palestrante, Erick Yankah, presidente da Federação Africana dos Institutos dos Auditores Internos (AFILA), que no encontro abordou o tema: Expandir os limites da auditoria interna para proteger a instituição, afirmou que a actividade de auditoria é exclusivamente proteger e melhorar a governação da instituição.
Erick Yankah informou que o auditor deve ajudar no crescimento da instituição agregar valor, perceber as análises e avaliações, bem como partilhar informações viáveis com a gestão da empresa de forma a melhorar aspectos relacionados a saúde financeira interna.