Pelo menos 15 por cento das receitas a serem arrecadadas com a privatização de mais de 50 empresas via bolsa de valores, processo que inicia no final deste ano e princípio de 2019, servirá para custear os serviços de consultoria e prestação de serviços.
Para a primeira fase, estão em preparação processos de privatização de mais 50 empresas dos sectores de recursos minerais, petróleos, agricultura, banca, telecomunicações e outras, processo que arranca a partir de 2019, segundo o presidente Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE), Valter Barros.
“Algumas empresas estão em condições, outras precisam de ser reestruturadas, um processo que já teve início”, explicou o gestor em Luanda, na segunda edição do Fórum de Mercado de Capitais.
Segundo o responsável, uma das prioridades do Estado neste processo de privatizações deverá incidir também na banca onde o estado tenha participação parcial.
Nesta fase não deverão constar da lista das privatizações empresas dos sectores das águas e energia, tendo em conta os serviços públicos sociais que prestam à sociedade.
Com base no programa de privação em curso no país, Valter Barros disse estar em avaliação um leque de empresas, com destaque para as do grupo Sonangol que não fazem parte do seu “core business” serão privatizadas na primeira fase do processo.
Outras empresas públicas e com a participação do Estado estão a ser avaliadas para serem privatizadas na primeira ou nas fase subsequentes do processo.