Jornal de Economia e Finanças

Director: Agostinho Chitata
Director-Adjunto: Mateus Cavumbo

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Glossário Económico

a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z

AVAL BANCÁRIO

Garantia prestada por um banco para uma dívida contraída por uma determinada empresa.

AMORTIZAÇÃO

Corresponde ao valor que os bens de capital perdem em cada ano, seja devido ao envelhecimento, obsolescência ou ainda devido à sua destruição.

ACÇÕES ESCRITURAIS

São aquelas cuja representação é efectivada exclusivamente por registos em conta por meio de suporte informático.

ACTIVO CORRENTE

Bens de curto prazo até um ano.

ARRECADAÇÃO DE RECEITAS

Um Estado tem de se preocupar com arrecadação de receitas, sob pena de não puder manter os défices orçamentais em níveis suportáveis. Para além de ser uma obrigação legal é também um imperativo patriótico.

ACÇÃO ESCRITURAL

É aquela cujo certificado não foi emitido. Isto se dá mediante autorização expressa contida no estatuto da companhia, estabelecendo que todas as acções ou uma ou mais classes delas sejam mantidas em contas de depósito, em nome dos seus titulares. Os depósitos são feitos em instituições financeiras autorizadas pela Comissão de Valores Mobiliários a manterem serviços de acções escriturais.

ABERTURA DE CAPITAL.

Democratização do capital social de empresas através da disseminação das acções entre muitos accionistas, obedecendo a normas legais: as acções passam a ser negociadas em bolsas de valores, de acordo com dispositivos regulamentados pela Comissão de Valores Mobiliários -CMV.

ACÇÃO ORDINÁRIA.

Acção que confere ao seu possuidor o direito de voto para eleger a diretoria da empresa; em contrapartida, tem direito à distribuição de dividendos somente depois dos portadores de acções preferenciais.

ACÇÃO PREFERENCIAL

Acção que tem prioridade no recebimento de dividendos e no reembolso de capital, em caso de dissolução da empresa emitente, podendo ou não ter direito a voto.

ACC – Adiantamentos sobre Contratos de Câmbio.

Antecipação parcial ou total do preço da moeda estrangeira comprada por um banco, ao exportador, para entrega futura. Tem por finalidade proporcionar recursos aos exportadores para o contínuo exercício do seu comércio; constitui, portanto, incentivo à exportação, ao mesmo tempo que enseja ao banco oportunidade para aquisição de divisas.

ACEITE

Acto pelo qual uma pessoa se vincula à obrigação cambial, colocando a sua assinatura no título contra ela sacado: letra de câmbio ou duplicata.

ACÇÃO

Documento que indica a propriedade de uma fracção do capital social de determinada empresa (sociedade por acções). É negociada no mercado primário e no mercado secundário (bolsas de valores). Classifica-se em espécies e classes, cada uma delas definidora da participação dos seus possuidores nos lucros, bem como da extensão da sua propriedade. Também pode ser vendida no mercado de balcão.

ACÇÃO AO PORTADOR

Acção que não expressa o nome do seu possuidor, sendo portanto da pessoa que a tiver em seu poder; negociada directamente entre os interessados, sem qualquer formalidade.

ACCIONISTA

Pessoa que possui acções de sociedades anônimas ou sociedades em comandita por acções.

ACCIONISTA MAIORITÁRIO

Accionista que detém uma quantidade tal de acções com direito a voto que lhe permite (dentro da distribuição vigente de participação accionária) manter o controle accionário de uma empresa.

ACORDO GERAL DE TARIFAS E COMÉRCIO (GATT - General Agreement on Tarifs and Trade).

O Gatt foi assinado em 1948 e dele faz parte uma centena de países. Este acordo tem como objetivos básicos a não­ discriminação comercial entre os países; a redução das tarifas de importação e exportação, através da aplicação do princípio de nação mais favorecida, isto é, cada nação deve ser tratada da mesma maneira que a mais favorecida.

ACORDOS INTERSINDICAIS

Designação dada aos resultados das negociações que periodicamente estabelecem entre si sindicatos patronais e de trabalhadores, a fim de definir questões como piso salarial, reajustes coletivos de salários, condições de trabalho.

AGE -Assembléia Geral Extraordinária

 É realizada em determinadas épocas. Não é prevista nos estatutos do órgão em que se realiza; assembléia voltada para o exame de acontecimentos imprevistos ou atendendo a outras circunstâncias de ocorrência eventual.

AGO- Assembleia Geral Ordinária

Convocada obrigatoriamente, uma vez, por ano, pela directoria ou pelo conselho de administração para verificação dos resultados, leitura, discussão e votação dos Relatórios da Diretoria e outros assuntos de interesse social. 

ADR/GDR.

O ADR (American Depositary Receipt) ou GDR (Global Depositary Receipt) são papéis emitidos e negociados no mercado exterior (ADR só nos EUA), com lastro em acções de outros países. Todos os direitos adquiridos pelos acionistas do país de origem, como dividendos, direitos de subscrição e desdobramentos também são oferecidos pelo ADR/GDR. Para lançar ADR ou GDR, a empresa deve emitir acções ou comprá-las no mercado secundário, depositando os papéis num banco local, que actuará como custodiante. Com lastro nessas acções, um banco no exterior, o depositário, emite os ADR ou GDR. O assunto está regulamentado como DR (Depositary Receipt), nos termos da regulamentação do anexo 5 da resolução nº 1.289, de 20/03/87, com redacção aprovada pela resolução nº 1.927, de 18/05/92.

AGÊNCIA

É a dependência de instituições financeiras e demais instituições, autorizadas a funcionar pelo Banco Nacional de Angola, destinada à prática das actividades para as quais a instituição esteja regularmente habilitada.

ÁGIO

Prêmio estabelecido na troca de um valor (moeda, títulos, acções, etc.), com base no princípio de que o transcurso do tempo é gerador de juros. Em operações de câmbio é a diferença entre o valor real praticado no mercado e o valor nominal da cotação oficial. Denomina ainda a diferença de preço de um produto, quando é comercializado no mercado.

AJUSTE PATRIMONIAL

Os ajustes patrimoniais são efectuados nos fluxos com o objetivo de excluir, de certa conta, défice ou superávite obtido por determinado tipo de operação.

ALAVANCAGEM FINANCEIRA

 É a relação que mede a capacidade de uma empresa em utilizar suas reservas financeiras extraídas do lucro. O grau dessa relação é determinado pelo quociente do lucro antes dos juros e do imposto de renda sobre o lucro disponível para os accionistas portadores de acções ordinárias.

ALAVANCAGEM OPERACIONAL

É o grau de capacidade que tem uma empresa de aplicar os recursos derivados do seu lucro operacional, determinado pela relação entre receitas líquidas de vendas e o lucro, antes de deduzidas deste último as reservas para pagamento dos juros e do imposto de renda.

ALIENAÇÃO

Venda, por investidor não residente a residentes no País, de participação societária (acções ou quotas) detidas em empresa receptora Nacional.

ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA

Operação de alienação, em garantia, de bem móvel ou imóvel feita ao credor pelo tomador de empréstimo. Caracteriza-se pelo facto de que, tão logo seja saldada a dívida, a coisa alienada volta, de direito, ao seu antigo proprietário. O credor tem o domínio do bem, mas a posse directa é do devedor.

ALCA -Área de Livre Comércio das Américas

Bloco econômico com o objetivo de formar, uma área de livre comércio das Américas. Coordenação brasileira a cargo do Ministério das Relações Exteriores e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

ANÁLISE SWOT

Criada por Kenneth Andrews e Roland Christensen, dois professores de Harvard Business School. Posteriormente aplicada por numerosos acadêmicos a SWOT Analysis estuda a competitividade de uma organização segundo quatro variáveis: strenghts (forças), weaknesses (fraquezas), opportunities (oportunidades) e threats (ameaças). Através dessa metodologia poderá fazer-se a inventariação das forças e fraquezas da empresa; das oportunidades e ameaças do meio envolvente; e do grau de adequação entre elas. Quando os pontos fortes de uma organização estão de acordo com os fatores críticos de sucesso para satisfazer as oportunidades de mercado a empresa será, por certo, competitiva no longo prazo.

ÂNCORA CAMBIAL.

Referência de valor oficial estabelecida entre a moeda de um país com elevada taxa inflaccionária e uma moeda forte (dólar, marco, iene) com pequenas flutuações no mercado internacional. Constitui-se, por certo período, num suporte de sustentação do poder de compra e de outras funções da moeda fraca, porquanto se trata de uma medida tópica, entre outras adotadas por um governo para debelar inflacção aguda.

ÂNCORA MONETÁRIA

Instrumento de política monetária utilizado para estabilizar o valor de uma moeda numa conjuntura de grande elevação de preços e que consiste fundamentalmente no compromisso (legal ou não) de que as autoridades monetárias não emitirão moeda para cobrir eventuais défices governamentais, tornando o Banco Central independente do Tesouro Nacional. Novas emissões só teriam lugar se houvesse correspondente aumento das reservas internacionais.

APLICAÇÃO

Utilização de poupança na compra de títulos, com a finalidade de auferir rendimentos

APÓLICE

Documento de promessa de pagamento: apólice da dívida pública, referente a um empréstimo feito por seu possuidor ao governo (municipal, provincial ou central); apólice de seguro, pela qual a empresa emitente compromete-se a pagar, a pessoas ou empresas, uma importância em dinheiro no caso de ocorrência de certos factos (acidente, morte, perda de determinado bem, etc.).

APREGOAR

 Em linguagem econômica significa anunciar em pregão.

ACTA

Registro por escrito do que ocorre em certas reuniões ou solenidades, promovidas pelas associações, sociedades empresariais ou por outra entidade qualquer.

ATAQUE ESPECULATIVO

Situação do mercado financeiro internacional, especialmente o cambial, quando uma moeda de determinado país encontra-se debilitada e o seu governo não tem reservas suficientes para evitar uma desvalorização. O ataque especulativo ocorre exatamente quando existe a probabilidade de uma desvalorização, especialmente no caso de um país apresentar défices sucessivos em transações correntes. Os investidores naquela moeda abandonam as suas posições vendendo intensivamente aquelas divisas, e, se o governo emissor da referida moeda não dispuser de reservas suficientes, pode ser obrigado a desvalorizá-la.

ACTIVO

É o conjunto de valores que representa as aplicações do patrimônio e de capital de uma empresa. No balanço, ele é subdividido em ativo circulante, ativo realizável a longo prazo e ativo permanente.

ACTIVO DISPONÍVEL

Conjunto do activo composto dos valores que representam a forma mais líquida do capital -dinheiro ou numerário.

ACTIVO FINANCEIRO

Activo caracterizado por direitos decorrentes de obrigações assumidas por agentes econômicos normalmente negociados no mercado financeiro. Compreendem principalmente títulos públicos, certificados de depósitos bancários (CDBs), debêntures e outros.

ACTIVO IMOBILIZADO

Constitui-se dos valores contábeis inerentes aos bens de produção ou de uso na comercialização, alguns desgastáveis e esgotáveis e outros inalteráveis, mas não dispensando conservação. São eles: terrenos, prédios, jazidas, máquinas, instalações, veículos, etc. Confunde-se com activo fixo ou capital fixo.

AUTOMAÇÃO

Tecnologia do trabalho automático pela qual os sistemas se autocontrolam, efetuam medições, introduzem correcções durante o processo de produção, praticamente sem a intervenção do homem.

AVAL

Garantia dada por terceiro de que o título de crédito será pago. Não se confunde com a fiança, que é garantia contratual.

AVALISTA

Denominação dada à pessoa que presta ava, respondendo pelo pagamento do título de crédito.

AVALIZAR

Acto de prestar aval.

AVERBAÇÃO

Anotação exarada por autoridade num documento, alterando-lhe, em parte, o conteúdo, como a prorrogação de prazo de uma hipoteca, nota promissória, etc. Em termos de fisco, é a confirmação em documento de que um tributo foi recolhido. Também é o registro em livro próprio de uma sociedade anônima, da transferência de acções nominativas ou de penhor de uma acção.

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ACÇÃO ORDINÁRIA.

Acção que confere ao seu possuidor o direito de voto para eleger a diretoria da empresa.
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