Jornal de Economia e Finanças

Director: Agostinho Chitata
Director-Adjunto: Mateus Cavumbo

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Glossário Económico

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TAXA DE JUROS

Representa o preço do crédito, ou seja, o mecanismo indicador do montante do custo do capital alheio. Definem os benefícios da poupança perante o adiamento do consumo.

BALANÇA DE PAGAMENTOS

È um quadro contabilístico que regista todas as transações de caracter comercial e financeiro realizadas por residentes dum país com o estrangeiro. Estas transações comerciais e financeiras dão lugar a receitas e despesas e podem ser qualificadas de operações em transações correntes e / ou movimento de capitais.

BALANÇA DE SERVIÇOS

Regista as receitas e despesas de diversos tipos de transações, como transportes, seguros, royalties, viagens internacionais e assistência técnica.

TAXA DE CÂMBIO

È o preço pelo qual uma divisa é trocada por outra. È o preço de uma moeda expresso em unidades de outra moeda.

ACCIONISTA MINORITÁRIO

Accionista proprietário de acções com direito a voto, cujo total não lhe garante o controle da Sociedade.

ALAVANCAGEM

1) Uso de ativos ou de recursos de terceiros na combinação da estrutura de capital, visando aumentar o retorno final dos investidores, como os proprietários de empresas, acionistas, investidores em mercados de investimentos e outros.

2) Aquisição de ativos, títulos ou valores mobiliários com recursos de terceiros.

3) Operação de compra e venda de ativos, títulos e valores mobiliários para liquidação no futuro, com depósito prévio de margens de garantia;

4) Importância relativa dos empréstimos na estrutura de capital.

 

Divide-se em:

 

a) Alavancagem financeira: aumento do uso de recursos de terceiros em relação aos próprios

b) Alavancagem operacional: aumento dos custos fixos em relação aos variáveis.

Enfim. Quanto maior o passivo a longo prazo, representado por recursos tomados de terceiros, maior a alavancagem. Se a taxa interna de retorno supera o custo financeiro dos recursos tomados, a operação beneficia os accionistas. Os fundos alavancados são os fundos em que o investidor pode ser chamado pelo administrador para fazer aportes que cubram eventuais prejuízos do fundo. Estes fundos submetem seus cotistas ao risco de aporte de capital, ou seja, comprometer mais do que 100% do patrimônio investido: A estratégia de alavancagem só é permitida nos fundos genéricos (dentre os fundos de renda fixa) e nos fundos de acções ativos. Essa estratégia deve estar claramente apontada no regulamento e no prospecto do fundo. Uma carteira alavancada é aquela que possui uma posição de risco de valor superior ao patrimônio. Isso é possível com a utilização de contratos de derivativos.

ANÁLISE FUNDAMENTALISTA

 A análise fundamentalista é voltada para o longo prazo e utiliza técnicas com base em fundamentos e expectativa de lucro da empresa analisada. Analisa os vários aspectos relacionados à empresa, tais como: o sector em que ela atua, as condições de oferta e demanda de bens e serviços e os fundamentos da economia, para calcular o preço justo de uma acção, empregando as técnicas de estatísticas e projeções de resultados. Os analistas utilizam as demonstrações financeiras e os relatórios da administração para extrair dados como a lucratividade, a rentabilidade da operação, o grau de endividamento etc. e estabelecer premissas para concluir sobre o potencial de geração de lucro futuro da empresa.

ANÁLISE TÉCNICA

A análise técnica, ou grafista, é outro método utilizado no mercado de acções e pode ser empregada para o curto prazo. É utilizada também para analisar outros activos financeiros, além das acções. A análise técnica não se preocupa com a situação financeira ou econômica da empresa analisada. Essa analisa o movimento histórico do preço da acção e os volumes negociados para determinar as tendências de alta, de estabilidade ou de baixa, por meio de gráficos, e tenta determinar os melhores momentos para sua compra e venda.

ACTIVO CIRCULANTE

Também denominado Activo Corrente, designa a parte do Activo composta dos valores em constante movimentação numa empresa, tais como: numerário em caixa, depósito bancário, mercadorias, matérias-primas, títulos, etc.

BANCO COOPERATIVO

É um banco comercial com participação exclusiva de cooperativas de crédito singulares (excepto as do tipo “luzzatti”) e centrais, bem como federações e confederações de cooperativas de crédito. Deve ser constituído sob a forma de sociedade anônima fechada, e na sua denominação social deve constar a expressão “Banco Cooperativo”. Tem a sua actuação restrita às Unidades do país em que estão situadas as sedes das pessoas jurídicas controladoras.

BANCO DE DESENVOLVIMENTO

É uma instituição financeira pública que tem como objetivo principal proporcionar o suprimento oportuno e adequado dos recursos necessários ao financiamento, a médio e longo prazos, de programas e projectos que visem a promover o desenvolvimento econômico e social da respectiva região onde tenha sede, cabendo -lhe apoiar prioritariamente o sector privado. Excepcionalmente, quando o empreendimento visar benefícios de interesse comum, o banco pode assistir programas e projectos desenvolvidos fora da respectiva região, devendo a assistência efectivar-se através de consórcio com o banco de desenvolvimento local. Deve ser constituído sob a forma de sociedade anônima, com sede na capital da província que detiver o seu controle accionário, devendo adoptar, obrigatório e privativamente, na sua denominação social, a expressão “Banco de Desenvolvimento”, seguida do nome da província em que tenha sede.

BANCO DE INVESTIMENTO

É uma instituição financeira privada que tem como objectivo principal a prática de operações de investimento, participação ou financiamento, a médio e longo prazos, para suprimento de capital fixo ou de movimento de empresas do setor privado, mediante aplicação de recursos próprios e coleta, intermediação e aplicação de recursos de terceiros. Deve ser constituído sob a forma de sociedade anônima e adoptar, obrigatoriamente na sua denominação social, a expressão “Banco de Investimento.

BENS INTERMEDIÁRIOS

Bens que são transformados ou agregados na produção de outros bens, e que são consumidos no processo produtivo.

BENS SUBSTITUTOS (ou concorrentes)-

O consumo de um bem substitui o consumo de outro.

BOLSA DE FUTUROS

 Mercado de commodities em que os contratos de futuros em instrumentos financeiros ou as mercadorias físicas como o trigo e a soja são comercializadas nestas bolsas. Acções e opções também são comercializadas nestas bolsas.

BOLSA DE MERCADORIAS

Mercado centralizado para transações com mercadorias, sobretudo os produtos primários de maior importância no comércio internacional e no comércio interno, como café, açúcar, algodão, cereais, etc. (as chamadas commodities). Realizando negócios tanto com estoques existentes quanto com estoques futuros, as bolsas de mercadorias exercem papel estabilizador no mercado, minimizando as variações de preço provocadas pelas flutuações da procura e reduzindo os riscos dos comerciantes.

CÂMARA DE COMÉRCIO

Associação destinada a congregar comerciantes e industriais que compartilham os mesmos interesses em determinado ramo de actividade econômica. Pode ter caráter regional, servindo como órgão representativo dos seus membros junto aos poderes constituídos. Há também câmaras de comércio em âmbito internacional, com o objetivo de incentivar o intercâmbio

CÂMBIO FIXO

Variante do câmbio oficial na qual a taxa de conversão da moeda nacional por outra padrão do mercado internacional (o dólar, por exemplo) é determinada pelas autoridades monetárias e mantida inalterada por longo período. Uma outra variante é o sistema de bandas que permite a taxa cambial oscilar dentro de limites predefinidos em percentuais, abaixo e acima de um valor estabelecido pelos bancos centrais.

CDC - Crédito Directo ao Consumidor

É o financiamento concedido por uma Financeira para a aquisição de bens e serviços pelos seus clientes. A sua maior utilização é normalmente para a aquisição de veículos e eletrodomésticos. O bem assim adquirido, sempre que possível, serve como garantia da operação, ficando a ela vinculado pela figura jurídica da alienação fiduciária pela qual o cliente transfere à financeira a propriedade do bem adquirido com o dinheiro emprestado, até o pagamento total da sua dívida.

CHOQUE HETERODOXO

Política econômica de combate à inflação que consiste em aplicar o congelamento de preços em todos os níveis durante um período determinado de tempo e liberar as políticas monetária e fiscal. Diante da inflação intensa que diversos países passaram a sofrer a partir do final dos anos 70, a política do choque heterodoxo foi aplicada em vários casos, destacando-se Argentina, Israel, Bolívia e Brasil.

COEFICIENTE DE GINI

Índice baseado na área definida entre a Curva de Lorenz e a linha de 45° num eixo de coordenadas. Em macroeconomia, mede o grau de concentração da renda em dado país ou a taxa de oligopolização do sector industrial. Um indicador de desigualdade. O coeficiente mede a desigualdade na distribuição de renda no país. Varia de 0 (zero), que indica igualdade perfeita, em que todas as famílias ganham exatamente o mesmo, a 1 (um), que indica desigualdade absoluta, em que uma única família ganha a renda total do país. Em microeconomia, orienta as empresas nas políticas de produção, salário e emprego.

COMPENSAÇÃO

Ajuste de contas entre duas pessoas ou empresas, reciprocamente credoras e devedoras, através da apuração e acerto das diferenças de valores: as contas de compensação são registros de direitos e obrigações condicionais, aparecem no activo e no passivo dos balanços em partida dobrada.

CONTRATO DE MÚTUO

No âmbito da economia, designa um tipo de contrato, também denominado empréstimo de consumo, em que o mutuante (a parte que cede o objecto de empréstimo) recebe do mutuário (que deve responsabilizar-se pela devolução ao final do prazo contratado) um pagamento mensal ou anual pela cessão de determinado bem, no caso considerado fungível, isto é, substituível por outro bem da mesma espécie e qualidade, e na mesma quantidade.

COOPERATIVA DE ECONOMIA E CRÉDITO MÚTUO

 É a cooperativa de crédito cujo quadro social é formado por pessoas físicas que exerçam determinada profissão ou actividades comuns, ou estejam vinculadas à determinada entidade e, excepcionalmente, por pessoas jurídicas que, na forma da lei, se conceituem como micro ou pequena empresa que tenham por objecto as mesmas ou correlatas actividades econômicas das pessoas físicas ou, ainda aquelas sem fins lucrativos, excepto cooperativas de crédito.

CRÉDITO BANCÁRIO

Possibilidade de efectuar transações com estabelecimentos bancários.

CRÉDITO IMOBILIÁRIO

Financiamento de casas e apartamentos.

CRÉDITO MERCANTIL

Possibilidade de que dispõe o comerciante de realizar compras a prazo.

CROWDING OUT TOTAL (ou efeito deslocamento total).

Situação em que a política fiscal expansionista, com um aumento nos gastos governamentais, não leva a um aumento do produto porque há uma variação compensatória nos gastos privados.

CURTO PRAZO

Operações activas e passivas que em determinadas condições da conjuntura podem ser consideradas como de até 90 dias.

CUSTOS DE OPORTUNIDADE

Conceito de custos utilizado por Marshall segundo o qual os custos não devem ser considerados como absolutos, mas iguais a uma segunda melhor oportunidade de benefícios não aproveitada. Ou seja, quando a decisão para a utilização de um fator A exclui a escolha de um fator B, que pode ser melhor, os benefícios não aproveitados decorrentes de B são considerados como opportunity costs, custos de oportunidade.

CUSTO-BENEFÍCIO

Processo usado para a determinação da eficiência econômica global de investimentos públicos em obras infra-estruturais. Comparam-se os custos com os benefícios sociais que provavelmente resultarão do investimento. Segundo esse processo, deve-se escolher entre vários projectos aquele que apresente a maior diferença positiva entre os benefícios globais (econômicos e sociais) e os custos globais. As dificuldades apresentadas por esse processo de análise são a quantificação dos benefícios sociais, dos custos sociais e a determinação de uma taxa de juros para os capitais empregados. 

DEBÊNTURES E DEBÊNTURES CONVERSÍVEIS EM ACÇÕES

Títulos emitidos por sociedades anônimas, representativos de parcela de empréstimo contraído pela emitente com o investidor, a médio e/ou longo prazos, garantidos pelo activo da empresa. No caso de debêntures não conversíveis, o empréstimo é liquidado normalmente no prazo previsto. Quanto às debêntures conversíveis em acções, o investidor poderá, em prazos determinados e sob condições previamente definidas, optar pela conversão do seu valor em ac

ções, incorporando-o ao capital da sociedade emitente. Todas as condições pertinentes à emissão, prazos, resgates, rendimentos, conversão em acções e vencimento de debêntures são obrigatoriamente fixados em assembleia geral de accionistas.

DÉFICE PRIMÁRIO

Diferença entre os gastos públicos e a arrecadação tributária do período. Não inclui a dívida passada.

DEPRECIAÇÃO

Reavaliação do valor dos equipamentos, considerando-se o desgaste e o obsoletismo gerados pelo tempo e pelo uso.

DOW JONES INDUSTRIAL AVERAGE (DJIA).(

Média Industrial Dow Jones). Média ponderada das 30 acções de primeira linha mais negociadas, principalmente do sector industrial. Preparado e publicado pela Dow Jones & Company, é o mais tradicional e mais cotado entre todos os indicadores de mercado. Os componentes - que mudam periodicamente - representam entre 15% e 20% do valor de mercado das acções negociadas da NYSE.

ECONOMIA

Ciência que estuda a actividade produtiva. Focaliza estritamente os problemas referentes ao uso mais eficiente de recursos materiais escassos para a produção de bens; estuda as variações e combinações na alocação dos factores de produção (terra, capital, trabalho, tecnologia), na distribuição de renda, na oferta e procura e nos preços das mercadorias. A sua preocupação fundamental refere-se aos aspectos mensuráveis da actividade produtiva, recorrendo para isso aos conhecimentos matemáticos, estatísticos e econométricos. De forma geral, esse estudo pode ter por objecto a unidade de produção (empresa), a unidade de consumo (família) ou então a actividade econômica de toda a sociedade. No primeiro caso, os estudos pertencem à Microeconomia e no segundo à Macroeconomia.

EMPRESAS COLIGADAS

Empresas juridicamente independentes, mas cuja direcção pertence aos mesmos sócios. Isso ocorre quando esse conjunto de sócios detém um percentual de participação suficiente para assegurar o comando da empresa.

EMPRESA DE ECONOMIA MISTA

Sociedade da qual o Estado participa maioritariamente, sob a forma de S.A.

ESTRUTURA ORGANIZACIONAL

Interligação entre órgãos e tarefas dentro da organização. Em geral, ela depende extremamente da estratégia organizacional definida para alcançar os objectivos globais da organização e depende internamente da tecnologia utilizada pela organização.

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nº 476
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glossário económico
CICLO ECONÔMICO

Conjunto de períodos alternativos de expansão e retração das actividades econômicas num país, ou em vários, simultaneamente.
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