Jornal de Economia e Finanças

Director: Agostinho Chitata
Director-Adjunto: Mateus Cavumbo

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Glossário Económico

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CICLO ECONÓMICO

Compreende uma oscilação do produto, do rendimento e do emprego, com uma duração variável entre 2 a 10 anos e caracteriza-se pela expansão ou contração generalizada de muitos sectores da economia. O ciclo económico é dividido em cinco fases principais: fase de expansão, fase de pico, fase de contração, fase de reativação e fase de recuperação.

CONTABILIDADE NACIONAL

È um dos importantes instrumentos da macro-economia equivalente para os grandes agregados macro-economicos da tradicional contabilidade das empresas.

COMÉRCIO INTERNACIONAL

É caracteristica das economias contemporâneas. Todos os países trocam entre si as mais variadas mercadorias e serviços.

CMC (Comissão de Mercado de Capitais)

Pessoa colectiva de direito público dotada de autonomia administrativa e financeira, tutelada pelo Ministério das Finanças.

CAPITAL PRÓPRIO

Capital contribuído pelos accionistas.

CADASTRO

Conjunto de informações econômicas, financeiras, comerciais e sociais, referentes a pessoas ou empresas, que permite decidir quanto aos riscos de uma operação comercial ou financeira.

CAIXA

Denominação dada à reserva de numerário que uma empresa mantém na sua dependência para cobertura das despesas imediatas. Em contabilidade, é a conta que registra o movimento de dinheiro; os recebimentos, os débitos, os pagamentos, os créditos. Os locais onde se paga e recebe também são chamados de caixa, assim como as pessoas que exercem função de pagar e receber.

CÂMBIO NEGRO

Também conhecido como câmbio paralelo. Compra e venda de moedas estrangeiras, acima das taxas oficiais, com o objetivo de lucro. O mecanismo básico do câmbio negro consiste em obter divisas pela taxa oficial (ou ligeiramente acima) e vendê-las ao preço vigente nas transações paralelas.

CÂMBIO FLUTUANTE

Também conhecido como câmbio livre, é o sistema de trocas de divisas com taxas definidas apenas pela livre articulação da oferta e da procura no mercado cambial. Na prática, face à sensibilidade desse mercado a factores políticos e sociais, assim como a desequilíbrio do balanço de pagamentos, as autoridades monetárias quase nunca liberam o câmbio inteiramente, ora intervêm nele vendendo, ora comprando moeda estrangeira, quando não o mantêm sob controle directo (o chamado câmbio oficial), de acordo com as políticas de equilíbrio econômico.

CAPITAL

No sentido mais abrangente, é definido pela teoria econômica como o estoque de riqueza produzido e acumulado pelo homem. Engloba os meios de produção (as fábricas, os equipamentos, as matérias ­primas), os bens produzidos e construídos. Os recursos naturais, como a terra, os rios, as florestas, as jazidas do subsolo somente se convertem em capital quando o homem aplica neles as técnicas de produção. De forma muito imprecisa, o capital produtivo é representado pelo volume de acções e outros títulos do mercado financeiro.

CAPITAL ABERTO

Característica do tipo de sociedade anônima em que o capital, representado pelas acções, é dividido entre muitos e indeterminados accionistas. Além disso, essas acções podem ser negociadas nas bolsas de valores.

CAPITAL AUTORIZADO

É um valor limite do capital social de uma empresa, definido nos estatutos em moeda ou em número de acções, e sempre maior que o capital integralizado. Dentro desse limite, a assembleia geral ou o conselho de administração, quando for o caso, pode deliberar sobre emissão de acções, sem a necessidade de reformar os estatutos. A lei faculta às empresas a outorga de opção de compra de acções, no limite do capital autorizado, aos administradores e empregados e também a pessoas que prestem serviços à companhia.

CAPITAL FINANCEIRO

Valor monetário dos títulos representativos de propriedade dos activos financeiros de uma empresa. Quando se trata de acções cotadas em bolsa, o capital financeiro corresponde a chamada capitalização em bolsa. Por extensão, a acepção designa também os grupos financeiros que, graças à posse de acções ou outros papéis (notadamente em bancos), estão em posição de assumir o controle das empresas.

CAPITAL FIXO

Conjunto dos bens de uma empresa representados por imóveis, máquinas e equipamentos. É também chamado de activo fixo.

CAPITAL SOCIAL

 É a contribuição dos sócios (em dinheiro ou bens imóveis, móveis, semoventes ou direitos) . Através do termo variante de capital nominal, denomina o capital registrado de uma empresa.

CAPITALISMO

Sistema econômico e social caracterizado, principalmente,  pela posse do capital por parte de pessoas privadas, e através do trabalho realizado pela recompensa material, num regime de livre contratação. O termo define ainda uma forma mista de economia, em que parte do capital produtivo pertence ao Estado ou a cooperativas, porém mantendo-se, predominantemente, a propriedade privada. Seu surgimento ocorreu no início do século XVI com a expansão comercial, tendo como pólos Florença, Gênova e outras cidade européias. Multiplicou sua potencialidade na Europa e na América do Norte com a Revolução Industrial. Neste século, promoveu a Revolução Tecnológica e rompeu os limites da firma individual e assumiu o gigantismo das empresas multinacionais. É o regime econômico vigente e copiado na quase totalidade das nações do mundo.

CAPITALIZAÇÃO

Aplicação, reinversão ou reaplicação dos resultados ao patrimônio de uma empresa.

CAPTAÇÃO

Designação dada geralmente ao acto de venda de títulos por parte de bancos privados ou  Banco Central para obtenção de recursos no mercado. A captação pelo Banco Central pode ser feita com títulos de sua própria emissão ou por conta do Tesouro Nacional com objetivo de política monetária restritiva. O Banco Central também capta recursos por intermédio de leilões de oferta pública (mercado primário) por conta do Tesouro para atender à necessidade de fluxos de caixa do Governo.

CARTEL

 Grupo de empresas que, embora se mantenham formalmente independentes, fazem acordos para actuar em sintonia com os interesses comuns de domínio dos mercados. Seus objectivos são o controle da produção e das vendas, controle dos preços e das matérias-primas e a divisão do mercado em faixas proporcionais a cada participante. Os cartéis constituem fundos destinados a impedir que outras empresas penetrem nas suas áreas de produção e distribuição e também para punir o membro do grupo que desrespeite o acordo. Embora seja coibida internamente, há países que estimulam a actuação dos cartéis no mercado internacional.

CASAMENTO DE OPÇÕES

Compra ou venda, por um mesmo aplicador, de igual número de opções de compra e de venda sobre a mesma acção-objeto, com idênticos preços de exercício e datas de vencimento.

CASH-FLOW

Expressão inglesa que significa 'fluxo de caixa'. Define a movimentação de entradas e saídas do numerário no caixa de uma empresa. Também intitula um quadro demonstrativo e cronológico de previsão dos ingressos e saídas dos recursos de caixa num período futuro (dias, meses, anos) que constitui instrumento de fundamental importância para programação financeira de uma empresa em operação ou para a implantação de um projecto. Neste último caso, a análise do fluxo de caixa permite a definição do ponto de equilíbrio do empreendimento.

CAUÇÃO

 Contrato pelo qual uma pessoa se obriga a satisfazer e cumprir as obrigações contraídas por um terceiro, se este não as cumprir. “Prestar caução” significa fazer depósito em valores, títulos da dívida pública, papéis de crédito ou hipoteca de bens de raiz. Também é caução o depósito em títulos da dívida pública, como garantia da seriedade de uma licitação ou do cumprimento de um contrato.

CAUTELA

Certificado comprovante das acções de uma sociedade anônima, emitido por esta, que é entregue ao accionista logo em seguida à realização da operação de compra, para depois ser substituído pelas acções.

CDB -Certificado de Depósito Bancário

É o mais antigo e utilizado título de captação de recursos pelos bancos comerciais, bancos de investimento, bancos de desenvolvimentos e bancos múltiplos que tenham uma destas carteiras, sendo oficialmente conhecido como depósito a prazo. Os recursos captados através desse instrumento são repassados aos clientes na forma de empréstimo. Os CDBs prefixados estabelecem a priori a taxa de remuneração pelo período do investimento. Os CDBs pós-fixados são remunerados por uma taxa de juros aplicada sobre o valor do investimento corrigido pelo indicador do período da aplicação.

CDI -Certificado de Depósito Interbancário ou Certificado de Depósito Interfinanceiro.

Título semelhante ao CDB, porém de uso restrito às instituições financeiras. Estas trocam recursos entre si via CDIs, equilibrando as suas necessidades de recursos . O prazo do CDI é variável a partir de 1 (um) dia (chamado de Certificado de Depósito Interfinanceiro). As operações de 1 dia são importantes porque definem um patamar, CDI-over, o qual serve de parâmetro para o custo das trocas de reserva bancária. Representa a estimativa da taxa over-selic do dia seguinte, mas é influenciada pela taxa over-selic do dia.

CÉDULA HIPOTECÁRIA

 É um tipo de crédito lastreado por hipoteca. É o instrumento hábil para a representação dos respectivos créditos hipotecários.

CERTIFICADO

Documento que comprova compra de títulos (certificado de compra de acções, por exemplo) ou valores (certificado de investimento), podendo alguns deles (certificado de depósito bancário, por exemplo) serem negociáveis.

CERTIFICADO DE DEPÓSITO A PRAZO FIXO

 São promessas de pagamento futuro das importâncias depositadas e constituem exigibilidades das instituições que os emitem. São autorizados a receber esse tipo de depósito os bancos comerciais e os bancos de investimento. Podem ser transferidos mediante endosso pelo depositante.

CESTA DE MOEDAS

 Forma de determinar o valor ponderado de moedas de diversos países, inter-relacionadas comercial e financeiramente, cujo acerto de cotação é feito no balanço de pagamento de forma escritural; na prática, conjunto de moedas que forma uma espécie de 'moeda contábil internacional', correspondente ao DES.

CETERIS PARIBUS

Expressão latina que significa 'permanecendo constantes todas as demais variáveis'; em economia, utilizada quando se deseja medir e avaliar as conseqüências de mudanças de uma variável sobre outra, supondo-se as demais inalteradas.

CHOQUE ORTODOXO

Política econômica de combate à inflação que consiste em realizar um corte brusco da expansão monetária e redução intensa do défice público, acompanhado de uma liberalização dos preços para que os mesmos encontrem livremente o seu ponto de equilíbrio no mercado. Esta política tem como resultantes a elevação da taxa de juros, a redução dos gastos públicos (investimentos), a contenção do consumo e, consequentemente, a recessão econômica, cuja duração e profundidade dependem de uma série de factores.

CICLO ECONÔMICO

Conjunto de períodos alternativos de expansão e retração das actividades econômicas num país, ou em vários, simultaneamente. Um ciclo completo limita-se a uma fase expansiva, a imediata de contração, e a de recuperação. O período de crescimento atinge o limite quando provoca superprodução; neste caso, a demanda torna­-se incapaz de realimentar a expansão econômica. O resultado é a conseqüente queda na produção dos bens de capital e dos bens de consumo, redução de salários, desemprego e queda drástica dos níveis de investimentos, até que se atinja um piso no qual torna-se imperiosa a reposição de equipamentos e dos estoques esgotados. E como os factores do crescimento têm efeito cumulativo como os da recessão, os novos investimentos, ainda que modestos, vão induzir outra fase de activação do processo produtivo. Sobre a causa dos ciclos, muitas são as teorias: o crescimento descontrolado da massa de moeda, influência das inovações tecnológicas (provocando aceleração da demanda), abertura de novos mercados, acções bélicas, causas psicológicas, demográficas, fenômenos climáticos e o próprio processo da economia (causa endógena) definido como a disparidade entre a taxa esperada de juros e a taxa menor de mercado, o que não estimula investimentos.

CLUBE DE PARIS

Formação que reúne os dez principais países industrializados para o estudo e a reforma do Sistema Monetário Internacional e para a coordenação de política monetária e fiscal. Seus integrantes são todos membros do Fundo Monetário Internacional: França, Reino Unido, Itália, Bélgica, Alemanha, Holanda, Suécia, Estados Unidos, Canadá e Japão.

COMMERCIAL PAPER

Trata-se de um título nominal, de curto prazo, de emissão de pessoa jurídica e de sua exclusiva responsabilidade, colocado no mercado com desconto a favor do investidor, pela rede de distribuição do mercado de capitais ou diretamente pela S.A. emitente.

COMMODITIES

Termo em inglês que significa mercadorias, designa produtos primários ou básicos, como café, algodão, açúcar, minérios, petróleo, etc.

COMPANHIA

Denominação jurídica da sociedade anônima (S.A.) comercial, industrial ou de economia mista, embora na linguagem coloquial signifique também empresa.

COMPANHIA ABERTA

 Designação, para todos os efeitos legais, regulamentares e operacionais, de sociedade anônima registrada na Comissão de Valores Mobiliários cujos títulos são negociados em bolsa de valores.

COMPANHIA HIPOTECÁRIA

É  uma instituição que tem por objectos, dentre outros. conceder financiamentos destinados à produção, reforma ou comercialização de imóveis residenciais ou comerciais e lotes urbanos; repassar recursos destinados ao financiamento da produção ou da aquisição de imóveis residências. Deve ser constituída sob a forma de sociedade anônima e na sua denominação deve constar a expressão “Companhia Hipotecária”.

CONCORRÊNCIA IMPERFEITA

Situação de mercado entre a concorrência perfeita e o monopólio absoluto que, na prática, corresponde à grande maioria das situações reais. Caracteriza-se sobretudo pela possibilidade de os vendedores influenciarem a demanda e os preços por vários meios (diferenciação de produtos, publicidade, dumping, etc.).

CONCORRÊNCIA MONOPOLÍSTICA

Situação de mercado caracterizada pela existência de duas ou mais empresas cujos produtos são muito semelhantes, sem serem substitutos perfeitos um do outro, de tal forma que cada empresa pode manter certo grau de controlo sobre os preços. Na concorrência monopolística que é um caso de concorrência imperfeita existem elementos tanto da concorrência quanto do monopólio.

CONCORRÊNCIA PERFEITA

Modelo teórico criado pela economia clássica para um mercado onde existam muitos vendedores e muitos compradores, sem que nenhum deles tenha condições de influenciar nas quantidades ofertadas e nos preços. São condições necessárias ainda que cada um conheça o preço do seu concorrente e que haja homogeneidade dos produtos, além de outras.

CONCORRÊNCIA PÚBLICA

Procedimento administrativo governamental destinado a selecionar o fornecedor de um serviço ou um bem. Consiste na tomada de preços e exame das propostas de cada concorrente, segundo critérios e prazos previamente fixados.

CONFISCO CAMBIAL

Acto praticado pelo Governo junto a exportadores, que consiste na retenção de parte do valor recebido, em moeda estrangeira, como pagamento pela exportação de bens; o confisco ocorre no momento da conversão da quantia recebida em moeda nacional e é feito com o objetivo de controlar o preço de produtos no mercado internacional, sobretudo quando atingem elevadas cotações no exterior, e/ou fornecer divisas ao Governo para financiamento de outras actividades.

CONSIGNAÇÃO

Acto de entrega de uma mercadoria, por parte do seu proprietário, a um comerciante ou agente encarregado da sua comercialização, o qual se responsabiliza e se obriga a prestar contas apenas da parcela que efectivamente for vendida num prazo estipulado a priori.

CONSIGNAÇÃO

Acto de entrega de uma mercadoria, por parte do seu proprietário, a um comerciante ou agente encarregado da sua comercialização, o qual se responsabiliza e se obriga a prestar contas apenas da parcela que efectivamente for vendida num prazo estipulado a priori.

CONSÓRCIO

Associação de pessoas físicas ou jurídicas, que constituem um caixa comum, para efeito de compra de determinados bens ou para utilização em conjunto de serviços especializados e de recursos financeiros, ou ainda, em termos de empresas, grupos formados para execução de uma obra ou financiamento de um projecto. 

CONSUMO

Uso dos bens e serviços para manutenção da vida (alimentos, remédios, serviços hospitalares, etc.) ou o seu emprego na transformação em outros bens e serviços. No primeiro caso, ocorre o consumo dos indivíduos; no segundo, o consumo de matérias-primas nas empresas no processo de produção, também chamado consumo produtivo. Numa sociedade industrial, o consumo pode ser induzido pelo marketing, pela publicidade, gerando em certos casos o consumo em massa ou o consumismo.

CONTA

Em contabilidade, designa o instrumento de registo que tem por finalidade reunir factos contábeis da mesma natureza.

CONTENCIOSO

Serviço jurídico ou consultoria jurídica de um banco encarregado dos litígios em justiça.

CONTINGÊNCIA

O mesmo que contingente: reserva de produtos exportáveis e importáveis, utilizada como medida de política proteccionista também denominada contingenciamento, que consiste na imposição de limites à produção, comercialização interna e importação ou exportação de um produto.

CONTRATO

Acordo de vontades entre duas ou mais pessoas que, reciprocamente, se atribuem direitos e obrigações. Os contratos costumam ser escritos e, em alguns casos, a lei prevê uma forma solene para sua celebração, mas podem ser também consensuais ou verbais. Em princípio, ninguém é obrigado a vincular-se contratualmente. Para que o contrato tenha validade jurídica, exige-se que as partes tenham capacidade de contratar e que o objetivo do contrato seja lícito. A parte que causar o rompimento do contrato sujeita-se a ser constrangida, pela Justiça, a ressarcir os danos causados à outra parte. Embora a própria natureza do contrato tenha como fundamento a concordância das partes, há contratos, como o de adesão, no qual o objecto do pacto é determinado de antemão por uma das partes, enquanto a outra se limita a aceitá-­lo. Há outros tipos de contrato, destacando-se: acessório (subordinado a um principal ou a ele oposto);administrativo (entre pessoa física ou jurídica e o poder público); gratuito (em que só uma das partes se beneficia); oneroso (impõe ônus às partes, como os de locação, compra e venda); bilateral (as partes assumem obrigações recíprocas); unilateral (as obrigações são apenas de uma parte); colectivo (entre grupos ou entidades representativas dos mesmos), comercial (na esfera do direito comercial), de trabalho (entre empregado e empregador); judicial (firmado perante um juiz).

CONTROLLER

Termo inglês, designa executivo o que representa a maior hierarquia no controle de gestão empresarial, com o poder de veto nas decisões que envolvam os aspectos jurídicos e fiscais, vis-à-vis às leis, os estatutos da empresa e a ética.

CONVERSÃO DE DÍVIDAS

Troca de títulos de dívida pública, vencidos ou a vencer, por outros com vencimentos a prazo mais longo. Equivale, na prática, a uma rolagem da dívida, já que o seu vencimento é “empurrado” para o futuro. No que se refere à dívida externa de um país, pode consistir na transformação de parte dessa dívida em capital de risco, operação que geralmente implica um deságio no acto de conversão.

COOPERATIVAS

É uma sociedade de pessoas, com forma e natureza jurídica próprias, sem fins lucrativos, constituída para prestar serviços aos associados.

COOPERATIVAS DE CRÉDITO

 As cooperativas de crédito devem adotar, obrigatoriamente, na sua denominação social, a expressão “Cooperativa”, vedada a utilização da palavra “banco”. Devem possuir o número mínimo de 20 (vinte) cooperados e adequar sua área de acção às possibilidades de reunião, controle, operações e prestações de serviços. São autorizadas cooperativas de dois tipos: cooperativas de economia e crédito mútuo e cooperativas de crédito rural.

COOPERATIVA DE CRÉDITO RURAL

É a cooperativa de crédito cujo quadro social é formado por pessoas físicas que, de forma efectiva e preponderante, desenvolvem, na área de actuação da cooperativa, actividades agrícolas, pecuárias ou extrativas, ou se dediquem a operações de captura e transformação de pescado e, excepcionalmente, por pessoas jurídicas que exerçam exclusivamente as mesmas actividades.

CORRECÇÃO CAMBIAL

Processo de actualização das taxas cambiais, o que implica, via de regra, desvalorização da moeda nacional em relação a moedas estrangeiras, determinada em função da situação interna do país e da política econômica em vigor com vista sobretudo a anular as perdas provocadas pela inflacção interna em confronto com a inflacção internacional e estimular a exportação ao mesmo tempo em que se inibe a importação.

CORRECÇÃO MONETÁRIA

Sistemática concebida e implementada para atenuar o efeito da corrosão da moeda pelo processo inflaccionário e actualizar valores financeiros, consistindo na aplicação de um índice, baseado na taxa oficial de inflacção, para efeito de reajustamento periódico de títulos da dívida pública e títulos privados, inclusive os depósitos e saldos de poupança, activos financeiros institucionais, créditos fiscais e activos patrimoniais das empresas.

CRASH

Denominação dada a uma forte queda nas bolsas de valores. O crash mais famoso teve início no dia 24 de outubro de 1929, na bolsa de valores de Nova York, inaugurando a grande crise econômica mundial dos anos 30. Mais recentemente, em 19 de outubro de 1987, a bolsa de Nova York voltou a sofrer uma queda acentuada, de cerca de 22% num só dia, mas que não teve consequências depressivas como a de 1929, isto é, as bolsas mais importantes do mundo se recuperaram rapidamente e as economias dos países industrializados continuaram crescendo.

CRÉDITO

Forma de comercialização na qual o vendedor entrega imediatamente o bem comprado e concede ao comprador um prazo para realizar o pagamento, de uma só vez ou parceladamente (crédito directo ao consumidor). Em finanças diz-se que um banco concedeu crédito ao cliente quando lhe faz um empréstimo. Por sectores da produção,

O crédito é definido como imobiliário, comercial, agrícola, industrial, ou de serviço. O crédito ao governo consiste no lançamento de títulos da dívida pública pelo Banco Central que são negociados pelo sistema financeiro. Em contabilidade, é uma convenção que simboliza a origem dos investimentos ou a causa do fenômeno patrimonial.

CRÉDITO DOMÉSTICO LÍQUIDO

Definido como a diferença entre papel-moeda em poder do público e reservas internacionais líquidas, convertidas em moeda nacional a taxa média de câmbio para compra.

CRÉDITO HIPOTECÁRIO

Possibilidade de levantar dinheiro mediante a garantia de hipoteca de imóvel de legítima propriedade.

CRÉDITO PESSOAL

Possibilidade de alguém obter financiamentos baseados unicamente no seu bom nome, conceito ou patrimônio e na tradição de correcto cumprimento das obrigações.

CUPOM CAMBIAL

Elemento fundamental na política cambial, nada mais é do que a remuneração efectiva dos dólares convertidos em moeda nacional e aplicados no mercado financeiro interno. O seu valor é obtido pela relação entre as taxas de juros que remuneram a moeda nacional aplicados em títulos públicos, por exemplo, e a desvalorização do câmbio no mesmo período. O valor assim obtido vai determinar o interesse do investidor estrangeiro em aplicar seus recursos no país vis-à-vis o ganho que poderiam obter no seu país, levando em conta o risco de aplicar aqui. Assim, quanto maior o “cupom”, maior a entrada de capitais, e, em tese, menor a competitividade das nossas exportações, caso não se compense a menor desvalorização cambial por um ganho de produtividade.

CURRENCY BOARD

Recurso usado por alguns países para tentar defender a sua moeda de ataques especulativos. O país que institui o currency board compromete-se a converter a moeda nacional exigida a uma taxa de juro fixa. Para tornar confiável esse compromisso, o conselho monetário detém em moeda estrangeira (ou ouro ou outro activo líquido), pela taxa de cambio estipulada, reservas de pelo menos o total do valor de moeda nacional emitida. Diferente de um Banco Central convencional, que pode imprimir dinheiro quando desejar, o currency board só emite cédulas e moedas quando existem reservas em moeda estrangeira suficientes para lastreá-las.

CURVA DE LAFER

Teoria desenvolvida pelo economista monetarista norte-americano Arthur Lafer, segundo a qual existe uma relação peculiar entre a arrecadação tributária e a taxa de impostos na economia. Quando esta última é baixa, a relação é directamente proporcional, mas, depois de ultrapassar um ponto de maximização da arrecadação, a relação passa a ser inversamente proporcional. Assim, a partir de determinado nível de tributação, qualquer elevação da taxa, em vez de provocar aumento da arrecadação, resultaria numa redução. Ao contrário, uma redução da taxa de impostos proporcionaria um aumento da arrecadação.

CUSTOS INDIRECTOS

Custos relacionados com a fabricação e que não podem ser economicamente identificados com as unidades que são produzidas. Por exemplo: aluguer das instalações da fábrica, depreciação, mão-de-obra indirecta, imposto, seguro etc.

CUSTOS DE PRODUÇÃO

Soma de todos os custos originais na utilização dos bens materiais (matérias-primas, mão-de-obra, depreciação, patentes, gastos diversos) para a elaboração de produtos e/ou prestação de serviços.

CUSTOS VARIÁVEIS

Parcela do custo total que varia segundo a escala de ocupação da capacidade produtiva da empresa e da aplicação dos factores de produção, em função do tempo, quantidade, etc. como, por exemplo, custos com matérias-primas (cujos valores variam em função das quantidades), salários por produção, etc.

CUSTOS DE TRANSAÇÃO

Conceito relacionado com os custos necessários para a realização de contratos de compra e venda de factores num mercado composto por agentes formalmente independentes. Esses custos são comparados com aqueles necessários à internalização dessas actividades no âmbito da própria empresa e constituem um critério importante na tomada de decisão nas empresas modernas.

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Expressão em inglês que significa uma súbita mudança numa tendência de mercado.
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