Jornal de Economia e Finanças

Director: Agostinho Chitata
Director-Adjunto: Mateus Cavumbo

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Glossário Económico

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DEFLAÇÃO

É um fenómeno caracterizado pela descida generalizada do nível geral de preços.

DESEMPREGO

Refere-se ao conjunto das pessoas que pretendendo trabalhar e tendo condições para tal, não encontram colocação numa actividade produtiva. A soma das pessoas empregadas com as pessoas desempregadas designa-se como população activa.

DESEMPREGO FRICCIONAL

Emprego tendencialmente de curta duração.

DÍVIDA ACTIVA

É todo o crédito que o Poder Público tem a receber dos seus devedores provenientes a qualquer origem de obrigação, e está complementada pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

DESPESAS PÚBLICAS

DESPESAS PÚBLICAS- É conjunto de gastos ou dispêndios realizadas pelo Estado ou de outra pessoa do direito público para custear o funcionamento dos serviços públicos autorizados pelo poder competente.

As despesas Públicas possuem três classificações:

Duração ordinária (quando for comum);

Extraordinária (decorrente da situação imprevisível ou urgente);

Especial (previsível, mas não se sabe quanto ocorrerá (decorrente de sentença judicial);

Extensão Interna (efectuada na área territorial da entidade de direito que a realiza).

Extensão Externa – (efectuadas fora da área territorial da entidade que a realiza).

Natureza- A despesa pode ser: Central ou Local.

D+1

No jargão bancário, define as condições pactuadas entre o banco e o cliente para a cobrança de duplicatas, notas promissórias, etc. Consiste no recebimento pelo banco do valor do título no dia (D) do vencimento, fazendo a retenção dos recursos correspondentes por um dia (+1). Há casos em que o numerário só está disponível em conta corrente dois dias após a liquidação do título (D+2).

DAÇÃO EM PAGAMENTO

 Consiste a dação em pagamento no contrato pelo qual o credor recebe, em substituição da prestação que lhe é devida, coisa que não seja dinheiro. É a definição que lhe dá o Código Civil.

DAY TRADE

Expressão em inglês que significa a realização de uma operação financeira e sua liquidação no mesmo dia, isto é, a compra e a venda de um título por um mesmo operador num mesmo dia, realizando­-se, dessa forma, um ganho ou uma perda imediatos. O mecanismo também é conhecido como “in-and-out trade”. Por exemplo, um operador realiza o seguinte negócio: adquire às 9 horas (no início do Pregão) 100 onças de ouro por 37.500 dólares. Às 14horas (no final do Pregão), vende 100 onças de ouro por 37.650 dólares. Já que uma operação compensa a outra, essa liquidação tem preferência sobre as demais, e o operador obtém um ganho bruto (sem contar a comissão) de 150 dólares.     

DAX

Índice de bolsa que reúne 30 acções alemãs cotadas na FWB -Frankfurter Wertpapierbörse (Bolsa de Valores de Frankfurt). O perfil da carteira teórica do índice leva em conta o volume negociado em 12 meses e o valor de mercado das empresas listadas.

DEALER

Termo de origem inglesa que designa um intermediário de negócios.

DÉFICIT DE CAIXA

Omite as parcelas do financiamento do sector público externo e do resto do sistema bancário, bem como fornecedores e empreiteiros. É a parcela do défice público que é financiada pelas autoridades monetárias.

DÉFICE NOMINAL

Défice total do governo, incluindo juros e correcções monetária e cambial da dívida passada. Também chamado de necessidades de financiamento do sector público – conceito nominal.

DÉFICE OPERACIONAL

Diferença entre os gastos públicos e a arrecadação tributária no período, somados aos juros reais da dívida passada. Também chamado de necessidades de financiamento do sector público – conceito operacional.

DÉFICE ORÇAMENTÁRIO

 Mecanismo de equilíbrio econômico proposto por Keynes, visando superar os problemas criados pelas crises cíclicas da economia capitalista. Segundo Keynes, cabe ao Estado o papel de restabelecer o equilíbrio econômico por meio de uma política fiscal, creditícia e de gastos, realizando investimentos ou inversões reais que actuem, nos períodos de depressão, como estímulo à economia. Dessa política resultaria um défice sistemático no orçamento. Nas fases de prosperidade, ao contrário, o Estado deve manter uma política tributária alta, formando com isso um superávite, que deve ser utilizado para o pagamento das dívidas públicas e para a formação de um fundo de reserva a ser investido nos períodos de depressão. Esse tipo de proposta orçamentária ficou conhecido como orçamento cíclico e decorreu da verificação feita por Keynes de que o equilíbrio orçamentário não constitui um benefício para a economia; ao contrário, actua de forma prejudicial, já que contribui para agravar a conjuntura do ciclo, seja ele de expansão ou de depressão. A teoria Keynesiana dos orçamentos cíclicos constitui uma tentativa de encontrar saída para o laissez-faire e serve para confirmar a falência do sistema liberal­individualista e reafirma a necessidade de intervenção estatal permanente na economia. 

DEFLAÇÃO

Fenômeno oposto à inflacção; rarefação da moeda ou do crédito; cálculo com que se obtém a evolução real de preços ou valores num determinado período, levando-se em conta a desvalorização da moeda.  

DEPÓSITO COMPULSÓRIO

Instrumento de política monetária, que, no conceito clássico, actua sobre o multiplicador da base monetária, afectando a disponibilidade do estoque de moeda e ampliando ou restringindo a capacidade de expansão do crédito do sistema bancário. Seu funcionamento consiste no recolhimento efectuado pelos bancos junto ao Banco Central , calculado sobre o volume de certos haveres financeiros, de acordo com percentuais estabelecidos pelas Autoridades Monetárias.

DEPRESSÃO ECONÔMICA

Fase do ciclo econômico em que a produção entra em declínio acentuado, gerando queda nos lucros, perda do poder aquisitivo da população e desemprego. Para minorar seus efeitos, os governos procuram tomar medidas que possibilitem aumentar o consumo e o nível de emprego. Entre essas medidas estão a redução do Imposto de Renda, o aumento dos investimentos em obras públicas, a diminuição das taxas de redesconto e a emissão de papel ­moeda. A maior parte dessas medidas foi teorizada por Keynes, durante o governo do presidente Franklin Delano Roosevelt, nos Estados Unidos, após a depressão de 1929.

DERIVATIVOS

Operações financeiras cujo valor de negociação deriva de outros activos (daí o nome “derivativos”), denominados activos-objecto, com a finalidade de assumir, limitar ou transferir, abrangem um amplo leque de operações: a termo, futuros, opções e swaps, tanto de commodities quanto de activos financeiros, como taxas de juros, cotações futuras de índices etc. A utilização ampliada dos derivativos no mundo todo tem gerado uma preocupação crescente por parte dos bancos centrais, autoridades monetárias e de supervisão bancária e técnicos, dada a dificuldade de avaliação da sua dimensão e suas consequências em termos de riscos, na medida em que as actividades financeiras tornam-se cada vez mais globalizadas.

DESÁGIO

Depreciação e redução do valor nominal de um título ou moeda, ou do preço de tabela de uma mercadoria, em comparação com o  seu valor real no mercado.

DISSÍDIO COLECTIVO

Recurso inerente à área trabalhista, especificamente como mecanismo de reajuste salarial legalmente válido de uma categoria profissional; designa o processo junto aos tribunais da Justiça do Trabalho com vistas a solucionar conflitos entre patrões e empregados (representados por suas organizações sindicais) que não puderam ser resolvidos por meio de negociações.

DÍVIDA

Total dos débitos contraídos por uma pessoa física ou jurídica junto a outras pessoas físicas ou jurídicas. A sociedade capitalista moderna estimula o consumo, essencial para que se mantenha a produção e se gerem riquezas. A dívida passou a ser uma forma de acelerar o consumo, baseando-se na expectativa de uma renda futura. Além disso, aumenta a velocidade da circulação de dinheiro, pois de outra forma ele ficaria estagnado em poupanças mantidas para a compra dos produtos.

DIVIDENDO

O dividendo é a parcela de lucro que corresponde a cada acção: verificado o lucro da companhia, pelo balanço contábil, durante o exercício social fixado no estatuto, a administração da sociedade deve propor à assembléia geral o destino que lhe deve dar. Se for esse lucro distribuído aos accionistas, tendo em vista as acções, surge o dividendo. Até então o accionista teve apenas expectativa de crédito dividendual. Resolvida a sua distribuição, surge o dividendo integrado pelo pagamento, no patrimônio do accionista.

DOC -DOCUMENTO DE ORDEM DE CRÉDITO

No sistema bancário, define autorização de crédito a ordem, de um banco a outro, para transferência de moeda escritural em conta corrente, sem emissão de cheque. O DOC permite abertura imediata do crédito, o que consiste numa vantagem sobre o cheque, por evitar o prazo da compensação.

DÓLAR

Unidade monetária dos Estados Unidos, de ampla aceitação e uso internacional irrestrito, verdadeiro padrão referencial da economia e das finanças do mundo inteiro; a sua denominação teve origem no thaler, velha moeda alemã.

DUPLICATA

Por duplicata entende-se o título que se emite em consequência de uma venda mercantil ou prestação de serviços, para pagamento a prazo, entre comprador e vendedor domiciliados no país. Pode ser emitida à vista, o que é pouco comum.

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nº 455
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glossário económico
COOPERATIVAS DE CRÉDITO

As cooperativas de crédito devem adotar, obrigatoriamente, na sua denominação social, a expressão “Cooperativa”, vedada a utilização da palavra...
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