Mais de 12 mil habitantes do município de Bocoio e arredores vão beneficiar de energia eléctrica da rede pública, com a inauguração, na passada terça-feira, da central híbrida fotovoltaica e térmica com uma capacidade de cinco Megawatts (MW). O projecto inserido no Programa de Investimentos Públicos, visa reduzir as desigualdades do ponto de vista do acesso à energia eléctrica da rede pública, sendo que a rede de distribuição será alargada para as localidades de Chilungo, Alto Henrique, Santos, Chinduri, Lomolo, Epembe e a Cerâmica. Segundo uma nota do Ministério da Energia e Águas, para a construção da central híbrida, foram investidos 19,6 milhões de dólares americanos. As obras duraram mais de um ano, sobre supervisão da empresa Motrice e empreteiro geral da obra, Dongfang- Dec. A supervisão geral da obra esteve entregue à Direcção Nacional de Electrificação Rural e Local.

Mais-valia
O projecto foi inaugurado pelo ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, na presença do governador provincial de Benguela, Rui Falcão. O administrador do Bocoio, Paulino Gayeta, disse que este projecto vem catapultar o sector industrial que é menos expressivo nesta localidade, trazendo consigo muitos benefícios para o consumo. A central híbrida é uma combinação de energia solar e térmica, composta por 6.264 módulos, tipo policristalino, placas solares e geram energia contínua convertidas em dois megawatts e quatro geradores que produzem outros três perfazendo o total de cinco megawatts de
capacidade instalada.

DISPONIBILISDADE

Ende tem centro de controlo das operações

A Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE) inaugurou nesta quarta-feira, dia em que celebrou o seu V aniversário, o I Centro de Despacho, uma central para monitorização e controlo remoto à distância de todas operações nas suas subestações e redes espalhadas pelo país.  Inaugurado pelo ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, o Centro de Despacho de Luanda está avaliado em três milhões de dólares e a sua construção, inserida na linha de financiamento da China, durou dois anos. Além de Luanda, a ENDE está a construir outro em Benguela, que será a próxima contemplada, depois segue-se-ão Malanje e Huíla. Os referidos centros servirão de “back up”, caso um esteja fora de serviço. O chefe do Centro de Despacho da ENDE, João Macua, disse que a abertura da central de controlo representa um ganho para a empresa em termos de gestão da rede eléctrica da ENDE, por permitir uma maior fluidez e diminuição na gestão das interrupções eléctricas. O controlo do Centro de Despacho vai incidir sobre a rede de 60 KV e 15 KV, depois poderão passar para a de baixa tensão. Na cerimónia, a presidente do conselho de administração da ENDE, Ruth Safeca, sublinhou que constitui um marco para empresa, nestes cinco anos de existência, por terem agora a possibilidade de operarem a rede de distribuição de forma remota, num sistema informatizado.