Cerca de 142 espécies da fauna e flora distribuídas em quatro categorias estão em ameaça de extinção, daí pertencerem a lista “Vermelha das espécies de Angola”.
No grupo ameaçado de extinção estão 29 animais, entre os quais a Palanca Negra Gigante, mabeco, hiena malhada, protelo, leão, chita (onça), zebra de montanha, gorila, pacaça ou búfalo vermelho, chimpanzé, manatin e macaco de braza.
Segundo um documento apresentado, recentemente, pelo director nacional da Biodiversidade, do Ministério do Ambiente, António Nascimento, face ao levantamento aturado feito pelo sector ambiental, da lista constam ainda a existência de espécies invasoras, assim consideradas por se introduzirem numa determinada região do país.

Desequilíbrio
O desequilíbrio do ecossistema, a caça furtiva e fragmentação do habitat são, entre outros factores, as causas que levarão à extinção desses animais que deixaram de ser vistos por especialistas em Angola.
Na base da possível extinção está a dificuldade de reprodução ou regeneração natural, levando as suas populações abaixo de níveis sustentáveis para a sua catalogação.
O JE apurou que da lista constam também 100 espécies vulneráveis devido a actividade humana, com destaque para a zebra da planície, elefante da floresta e da savana, gimbo, pangolim vulgar e da floresta, leopardo, gato selvagem, caracal, serval, civeta, geneta, perdiz da montanha e de estrias cinzentas.
Para a elaboração da “Lista vermelha das espécies de Angola” houve estudos que levaram mais de 10 anos, contando com contribuições de instituições nacionais e internacionais, entre elas as Universidades Agostinho Neto, Metodista, o Centro de Recursos Fitogenéticos, o Centro Nacional de Botânica e o National Geographic.
Das espécies existem também os seres nativos, tais como o peixe cacusso e vegetais como a cromolena, congo ya sica, solamam mauritianum, câmara-de-cheiro, mamoeira, jacintos de água, prosópis, figo-do-diabo acácia saligna, Inga pequeno, lweucema erva de São Paulo e cana- do-reino.

Mais apoios
Por outro lado, a partir do próximo ano, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) vai disponibilizar um montante de 4,1 milhões de dólares para financiar o projecto sobre o combate aos crimes contra a vida selvagem e florestas em Angola.
A informação foi prestada no dia 8, em Luanda, pelo representante do PNUD em Angola, Paolo Balladelli, durante o encontro sobre “Metodologia de avaliação institucional de consórcio internacional sobre combate a crimes contra a vida selvagem e florestas (ICCWC) em Angola, tendo afirmado que a iniciativa vai ser desenvolvida pelo Ministério do Ambiente em parceria com as Nações Unidas.
Recentemente, a comissária para a Economia Rural e Agricultura da União Africana, Josefa Seko, disse, em Luanda, que o continente perde anualmente com o comércio ilegal de vida selvagem entre 15 e 20 mil milhões de dólares americanos.