A primeira fase das obras da centralidade de Malanje que contempla 212 apartamentos de tipologia A e B, com quatro andares cada, deve estar concluída em Abril de 2020.
O investimento, orçado em 6 mil milhões de kwanzas, conta já com as estacas dos edifícios, estruturas, lages do primeiro piso e pilares, assim como as vigas do primeiro lote do edifício inicial, segundo deu a conhecer o responsável da empresa de fiscalização, Luidy de Sá, durante a visita da ministra do Ordenamento do Território e Habitação, Ana Paula de Carvalho, efectuada na passada terça-feira.
O responsável realçou que neste momento todos os esforços estão virados para a conclusão das 14 plataformas. Explicou que o projecto está a ser desenvolvido numa área de 46 hectares e vai contar na sua fase conclusiva com outras valências, como as infra-estruturas técnicas de água, energia eléctrica, posto de saúde, creche, esquadra policial, unidade de Bombeiros, escola secundária, lojas, jardins infantis, arruamentos, entre outros equipamentos.
Revelou que os apartamentos da tipologia A vão apenas contar com as habitações, enquanto os da B, incluem um rés-do-chão e área comercial.
Luidy de Sá disse que a centralidade de Malanje vai conferir maior dignidade aos futuros moradores porquanto vai possuir todas as infra-estruturas técnicas, incluindo espaços de lazer e de apoio ao desporto.

Execução do projecto
Na ocasião, a ministra Ana Paula de Carvalho disse que, a execução física e financeira “animam” as partes daí, poder se prever o final dos trabalhos dentro dos prazos previamente acordados.
“Os trabalhos estão em curso e vamos fazer o acompanhamento no sentido de se cumprir com os prazos que foram aqui anunciados”, disse.
No final do encontro com o governador da província, Norberto dos Santos “Kwata Kanawa”, a ministra referiu, durante a conversa foram apreciados os planos da implementação do subprograma dos 200 fogos.
Ana Paula de Carvalho recebeu a informação que aponta para a entrega das casas inacabadas aos proprietários interessados para a sua conclusão, numa altura em que poderão apenas pagar o que foi gasto pelo Governo nas respectivas obras.
“Não pretendemos continuar a fazer casas nesse subprograma, mas sim, levar as infra-estruturas de forma a termos lotes infra-estruturados”, revelou.
Relativamente ao município de Cangandala, a ministra referiu que vai ser efectuado um estudo no capítulo da infra-estruturação, bem como planos urbanos.
Quanto aos lotes para o subprograma de autoconstrução dirigida, a ministra disse que a sua distribuição será feita pelas administrações locais, o que vai permitir que as pessoas com um lote infra-estruturado possam construir a sua casa num modelo
de construção dirigido.
O Governo, segundo garantiu, vai apenas encarregar-se pela feitura das casas destinadas à centralidade.

Garantias
O vice-governador de Malanje para os Serviços Técnicos e Infra-estruturas, Gabriel Pontes, disse que o encontro com a ministra serviu para resolver “muitos problemas” com realce para a execução de alguns planos.
Neste particular destacou a macro drenagem, a centralidade na Carreira de Tiro e da construção dos 500 fogos em Malanje além dos 200, que estão a nascer no município de Cangandala.
A outra boa nova para o governo de Malanje referida por Gabriel Pontes, está relacionada com o reatamento das obras que visam a reabilitação do casco urbano da cidade.