Cerca de 25 por cento das empresas instaladas nos Pólos de Desenvolvimento Industrial de Viana (Luanda) e da Catumbela (Benguela) estão ligadas ao sector industrial, cifra que está aquém dos propósitos destes projectos.
Segundo o director-geral adjunto do Instituto de Desenvolvimento da Indústria de Angola, Lourenço Texi, o seu pelouro está a trabalhar para se alterar “esse quadro”.
Lourenço Texi realçou que a industrialização do país é do interesse do Governo, processo que visa a valorização da produção nacional e consequente redução das importações.
“A industrialização ainda é um problema, por isso, o Executivo está a trabalhar para ver se reduz o défice da transformação de bens e produtos”, precisou.
Destacou que a nível dos Pólos está ainda em curso a infra-estruturação e montagem dos equipamentos produtivos nestes projectos industriais.
“Existe um défice nessa matéria, urge a necessidade de se trabalhar para a infra-estruturação dos Pólos”, adiantou.

Pólo de Viana destaca-se
O responsável disse que a nível do Pólo de Desenvolvimento Industrial de Viana estão implantadas, até ao momento mais de 600 empresas. ligadas ao ramo alimentar, indústria para a fabricação de material de construção civil e algumas metalomecânicas.
“O Pólo de Viana ainda pode albergar algumas empresas, pelo espaço que existe, ainda podem ser implantadas mais empresas”, precisou.
O Pólo de Viana é uma zona de desenvolvimento industrial, aprovada pela Comissão Permanente do Conselho de Ministros da República de Angola, em Resolução nº 4/98 de 27 de Março (1998), dentro do Plano de Industrialização de Angola do Ministério da Indústria.
O Pólo tem uma área de 2.800 hectares (ha), e subdivide-se em três zonas, nomeadamente a zona “A”, com 500 ha, “B” com 1.700 e a Zona “C”, com 600.AV