Pelo menos 2.600 apartamentos, das oito mil moradias construídas na centralidade do Zango 8.000, na província de Luanda, começam a ser vendidas este ano, anunciou na passada terça-feira, a ministra do Ordenamento do Território e Habitação, Ana Paula de Carvalho.
A governante, que falava à imprensa no final de uma visita de constatação às obras em curso nas centralidades do Zango “0”, Zango Intermédio e Zango 8.000, referiu que as restantes habitações estarão prontas para venda na segunda fase, após a conclusão das obras da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR).
A ministra disse que a centralidade do zango “0” tem 400 residências disponíveis para venda nesta fase, uma vez que as restantes moradias dependem da conclusão das obras em curso para construção da bacia de retenção das águas pluviais.

Início das vendas
A ministra, disse estar em fase de concertação a data definitiva sobre o início das vendas das referidas moradias, que poderá acontecer antes ou até o mês de Outubro próximo, uma vez que a mesma está a depender do apetrechamento dos equipamentos sociais.
No caso do Zango Intermédio, Ana Paula de Carvalho disse já haver infra-estruturas e um plano para edificação de edifícios de até três andares com parcerias público-privadas, pois da parte do Governo resta apenas a colocação do tapete asfáltico e colocação das tampas da rede de esgoto.

Preocupação
Por sua vez, o governador da província de Luanda, Adriano Mendes de Carvalho, mostrou-se preocupado com o andamento das obras das valas de drenagem nas centralidades devido a época chuvosa que se aproxima.
Relativamente à continuação das obras embargadas no Zango Intermédio, o governador prometeu que terão uma fiscalização mais forte, para se combaterem essas práticas e evitarem futuros problemas, pelo facto desta população estar a construir por cima de uma bacia de retenção.
“Vamos continuar a fazer chamada de atenção às pessoas para não construírem nesses sítios porque as consequências poderão vir a ser maiores, mas em alguns casos temos que destruir essas mesmas obras”, disse.

Solução
Apontou como solução para a venda de sítios e construções ilegais ,ter uma fiscalização mais eficaz e um trabalho de conversação e sensibilização das pessoas para deixarem tais práticas.
Em Abril do ano passado foram postas a venda 33.862 casas de várias tipologias em todo o país, pela empresa gestora dos projectos habitacionais do Estado, cujas candidaturas dos interessados em Luanda foram feitas via internet.