Trabalhos para a redução da velocidade, quantidade e dissipação da corrente das águas pluviais são acções apontadas pelo ministro da Construção e Obras Públicas, Manuel Tavares de Almeida, para conter a progressão das 36 ravinas que a Direcção das Obras Públicas controla a nível da província da Lunda Sul.
Segundo a Angop, a informação foi avançada, na passada terça-feira, no final de uma deslocação de Manuel Tavares de Almeida aos locais onde há ravinas em Saurimo, no âmbito de um programa de avaliação da situação deste fenómeno nas províncias críticas.
Disse que a resolução do problema passa pela implementação de sistemas de macrodrenagem e desassoreamento de valas de drenagem no município de Saurimo.
O ministro avaliou o estado das sete ravinas nos bairros Txizainga, Nhama, Luavur, Camahundju e Muangueji.

Ravinas destroem
No ano passado cerca de 50 residências foram destruídas no município de Saurimo (Lunda Sul), de Janeiro a Dezembro, em consequência das ravinas que ameaçam dividir alguns bairros da circunscrição.
Segundo dados avançados pela Direcção provincial das Obras Públicas, a situação pode agravar-se em virtude das constantes chuvas que se abatem sobre a região, bem como a falta de verbas constitui o principal entrave aos trabalhos de contenção das ravinas.
Estão identificadas cerca de 28 ravinas de grandes proporções no município de Saurimo, que ameaçam destruir várias infra-estruturas sociais, desde comerciais e rodoviárias.
O governo provincial tem elaborado um plano de contenção das ravinas já submetida às estruturas centrais para ver solucionado o problema.
O aumento de ravinas nos bairros Zorró, Kwenha, Bomba, popular e Aço arredores da cidade do Luena, capital da província do Moxico coloca em perigo a população.

Riscos também no Moxico
O número de ravinas existente na cidade capital da província do Moxico, Luena, sobretudo nos bairros Calungingi, Sangondo, popular, aço, Bomba, Kwenha, Zorró e 4 de Fevereiro estão a preocupar os minícipes.
O gritos da população é cada vez mais latente visto que é muita família em risco, sobretudo as crianças que são as mais vulneráveis.
A falta de dinheiro para travar a situação, porque é um problema antigo e a população já anda cansada em clamar sobre a problemática. As fortes chuvas do período anterior romperam com as estruturas das últimas obras que o governo havia executado há sete anos.