Cerca de 175 milhões de dólares norte-americanos estão disponíveis para a execução do “Programa de Salvação de Estradas”, que visa recuperar 27 troços, numa extensão de 370 quilómetros de estradas, em todo o território nacional.
O plano, apresentado na passada segunda-feira, em Luanda, pelo Ministério da Construção e Obras Públicas, acto que serviu, também, para a assinatura dos acordos de consignação das empreitadas, prevê num espaço de seis meses, recuperar e concluir as estradas em mau estado de degradação, a nível das 18 províncias.
Para o êxito do projecto, sob responsabilidade do Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA) concorreram 55 empresas nacionais e estrangeiras, que apresentaram 447 propostas para a execução das empreitadas e 36 firmas para o segmento fiscalização, onde concorreram 255.
Deste número, 20 empresas ganharam o concurso público para desenvolverem as empreitas e 11 irão fiscalizar o processo que decorrerá em 27 troços rodoviários, numa altura em que as empresas já receberam um adiantamento de 15 por cento do valor global de cada empreitada,
entre nacionais e locais.
O objectivo da iniciativa governamental é de assegurar uma circulação de pessoas e bens em condições
de conforto e segurança.

Trabalhos
Destaca-se a manutenção e conservação de 174,3 quilómetros de estradas, no troço Cacuaco/Bengo (Luanda/Bengo), cuja intervenção vai decorrer nas vias Kifangondo/Caxito/Úcua. O projecto prevê ainda a reabilitação
da ponte sob o rio Dande.
Consta igualmente a reabilitação, manutenção e conservação da ponte sob o rio
Dande/Uíge/Negage.
À imprensa, o ministro da Construção e Obras Públicas, Manuel Tavares de Almeida, disse que o “Programa de Salvação de Estradas” é uma acção que permitirá a recuperação dos troços de estradas em estado de degradação acentuada e que necessitam de
intervenção imediata.
Sublinhou que a iniciativa visa acabar com os constrangimentos que os utentes encontram na utilização das diferentes redes viárias do país.
Na ocasião, apelou às empresas empreiteiras maior responsabilidade no cumprimento do compromisso assumido e que façam um trabalho
de qualidade.
Facilitar acessos
Em 2018, o Executivo angolano, através do Ministério da Construção e Obras Públicas apresentou o “Plano quinquenal de obras públicas 2018/2022”, que entre outras acções, prevê a construção ou reabilitação de 8.183 km de estradas (sendo 4 mil de estradas primárias e 4.183 secundárias), a construção e reabilitação de infra-estruturas integradas.
O grande propósito da iniciativa é restabelecer as ligações entre as capitais provinciais e a do país (Luanda), e a ligação entre sedes municipais e comunais, promovendo a construção e reabilitação das infra-estruturas rodoviárias necessárias ao processo de desenvolvimento socioeconómico.

* Com Agência


Huambo

Estradas degradadas impossibilitam escoamento


O estado de degradação em que se encontram as principais vias de acesso na comuna do Chipeio, no município da Ecunha, na província do Huambo, tem constituído um dos constrangimentos para o escoamento de produtos, por parte dos camponeses da região, para os grandes centros comerciais.
O soba-geral daquela jurisdição, Silvestre Ventura, transmitiu esta preocupação, durante um encontro que a governadora da província, Joana Lina Cândido, manteve, recentemente, tendo destacado que a situação tem provocado a
perda das colheitas.
Para ele, o Estado tem a responsabilidade de construir ou reabilitar as estradas, por forma a que a população possa tornar exequível a produção agrícola, permitindo o escoamento e comercialização dos produtos, para ajudar no crescimento da renda das famílias.
Silvestre Ventura assegura ser “impossível apostar forte na agricultura sem primeiro desenvolver os problemas das vias de acesso”, porque, o aumento dos índices de produção depende, de certo modo, das condições de transporte dos produtos do campo para os principais centros
comerciais de consumo.

Escassez de fertilizantes


No encontro, com a governadora do Huambo, foi abordada a problemática dos fertilizantes, e consideraram-se escassas as quantidades que recebem, comprometendo, assim, o aumento da produtividade e resposta às necessidades da segurança alimentar.
“A escassez de fertilizantes, com destaque o adubo 12/ 24/12, está a provocar a especulação de preços no mercado informal desta região. O saco de 50 quilogramas custa kz     12.000, contra os sete mil, praticados anteriormente”, apontou Roberto Catchio, um dos agricultores da vila da Ecunha. Justino Victorino no Huambo