A organização da 34ª edição da Feira Internacional de Luanda (FILDA), que decorreu na Zona Económica Especial Luanda/Bengo (ZEELB), com a participação de 372 expositores nacionais e estrangeiros, previa a presença de 50 mil visitantes. Com o foco voltado para a atracção do investimento estrangeiro directo, a maior bolsa de Angola, decorreu sob o lema “Diversificar a Economia, Desenvolver o Sector Privado”, e contou 350 expositores, de empresas oriundas de 13 países, nomeadamente Portugal, Suécia, Itália, Alemanha, Holanda, Reino Unido, Rússia, África do Sul, Gana, Moçambique, Uruguai, Brasil e Estados Unidos. Pretendeu-se com o evento promover e desenvolver o potencial económico e industrial do país, atrair investimentos capazes de fomentar o desenvolvimento sustentado, reunir agentes económicos e sociais, bem como a valorização do tecido empresarial angolano. Na maior feira Intersetorial angolana, estiveram presentes empresas ligadas aos sectores do Ambiente, Energia e Petróleos, Agrícola e Pecuário, Alimentação e Bebidas, Banca e Financeiro, Comércio-Geral, Construção e Imobiliário, Entidades Governamentais / Públicas, Educação, Formação e Cultura. Contou ainda com firmas ligadas ao sector da Hotelaria e Turismo, Indústria Transformadora e Extractiva, Logística e Transportes, Máquinas e Equipamentos (Multisectores), Participações Internacionais Multissectoriais, Publicidade, Marketing e Gráfico, Têxtil, Moda e Decoração, Saúde, Hospitalar, Químico e Farmacêutico, Telecomunicações e Tecnologias de Informação.

Mais-valia
A 34ª edição da FILDA foi aberta pelo ministro da Economia e Planeamento, Pedro Luís da Fonseca, tendo destacado a presença de 69 por cento de empresas nacionais, sinal perseverança e crença em dias melhores para uma classe empresarial que se quer forte e consolidada.
A exposição, resultou de uma parceria entre o Ministério da Economia e do Planeamento e grupo Eventos Arena, aconteceu num momento em que a palavra de ordem é diversificar a actividade económica, para reduzir as importações e dinamizar as exportações, de modo a pôr fim a dependência do Sector Petrolífero.
A também considerada maior bolsa de negócios, com mais de 125 expositores em relação a 2017, teve um orçamento de 477,4 milhões de kwanzas.
A exposição tem sido ao longo dos mais de 33 anos consecutivos considerada como uma das maiores portas de entrada de investimento directo estrangeiro, bem como uma das principais alavancas de promoção do país e da produção nacional.
Em 2016, houve um interregno na realização da exposição, devido a crise e problemas de organização.
A edição de 2018 teve a particularidade de decorrer numa área de 28.000 metros quadrados da Zeelb, que segundo o Governo angolano representa um modelo económico voltado para a criação de “clusters” industriais, sendo apresentadas como catalisadoras do crescimento económico.
À semelhança das edições 2017, este ano Portugal foi o maior expositor da edição, numa altura em que a empresa angolana de telefonia móvel “UNITEL” venceu o prémio “Grande Vencedor” na maior bolsa de negócios do país.